
Justiça manda soltar ginecologista investigado por abuso sexual no Paraná
Médico deixou a prisão após decisão judicial
A Justiça determinou, nesta quinta-feira (7/5), a soltura do médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, preso após ser acusado de abusar sexualmente de uma paciente durante o trabalho de parto em Teixeira Soares, no Paraná.
A decisão levou em consideração a idade avançada do investigado. Na quarta-feira (6/5), a Polícia Civil do Paraná cumpriu o mandado de prisão preventiva depois que uma mulher denunciou o suposto abuso ocorrido durante atendimento médico.
Segundo a corporação, a vítima procurou a delegacia e relatou que o médico teria cometido os atos por cerca de cinco minutos enquanto ela iniciava o trabalho de parto.
Defesa nega acusações
Por meio de nota, a defesa do ginecologista afirmou que a prisão foi injusta e desnecessária. Além disso, os advogados alegaram que o profissional apenas realizava os procedimentos normais relacionados ao parto.
A defesa também destacou que o caso investigado aconteceu há aproximadamente 15 anos e só foi denunciado recentemente.
Médico também responde a outras denúncias
Além desse caso, Felipe Lucas responde a outras três investigações por supostos abusos cometidos durante consultas ginecológicas.
Em abril deste ano, a Polícia Civil indiciou o médico após denúncias feitas por três mulheres. De acordo com os investigadores, uma das vítimas contou que o ginecologista realizou massagens em suas partes íntimas sob a justificativa de “orientação sexual”.
Segundo a polícia, esse tipo de conduta não possui respaldo científico nem faz parte de protocolos médicos reconhecidos.
Vítima relatou forte abalo emocional
Uma das mulheres afirmou que demorou para denunciar o caso devido ao impacto emocional sofrido após a consulta. Entretanto, depois de conversar com outros profissionais de saúde, ela descobriu que os procedimentos realizados não eram considerados normais.
Além disso, a vítima relatou sintomas como insônia, desespero e sofrimento psicológico. Diante disso, decidiu formalizar a denúncia na delegacia uma semana após o atendimento.
O caso que levou à prisão do médico aconteceu em 2011. No entanto, a vítima só procurou a polícia após tomar conhecimento de relatos semelhantes feitos por outras mulheres.










