
Mulher foge enquanto companheiro dormia e denuncia tortura em SP
Uma mulher de 28 anos aproveitou o momento em que o companheiro dormia para fugir de casa e procurar a polícia. O caso aconteceu em Itapetininga, no interior de São Paulo.
Suspeito acaba preso após denúncia
A Polícia Civil prendeu, nessa quarta-feira (22/4), um homem de 32 anos suspeito de torturar, mutilar e tatuar à força a companheira. Além disso, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado.
Os agentes localizaram o suspeito na Rua João Adolfo, na região central do município.
Polícia encontra objetos usados nas agressões
No imóvel, os policiais encontraram estimulantes sexuais de origem animal. Além disso, peritos localizaram marcas de sangue em uma cama.
Segundo as investigações, o suspeito amarrava e agredia a vítima nesse local.
Os agentes também recolheram lâminas de barbear e um gancho metálico para análise. Conforme a apuração, o homem utilizava o objeto para ferir a região íntima da vítima.
Vítima recebeu ajuda do irmão
De acordo com o delegado Franco Augusto Costa Ferreira, responsável pelo caso, a mulher contou com apoio do irmão para ir até a delegacia e denunciar as agressões.
Ela relatou que esperou o companheiro consumir medicamentos controlados e adormecer para conseguir escapar da residência.
Violência incluiu espancamento e ameaças
Segundo o delegado, a vítima acordou enquanto sofria agressões com socos no rosto, cabeça e nariz. Além disso, o suspeito também desferiu diversas cotoveladas.
Em depoimento, a mulher afirmou que o companheiro fazia ameaças constantes de morte. Em uma delas, ele teria dito que ela “devia a alma para ele”.
Tortura física e psicológica
As investigações apontam que o suspeito tatuou a vítima à força, provocou mutilações com lâmina de barbear e utilizou objetos metálicos durante as agressões.
Além disso, ele queimou a companheira com cigarro e, segundo a polícia, fotografava os episódios de tortura.
Relacionamento durou 11 anos
O relacionamento entre a vítima e o suspeito durou 11 anos e teria terminado em outubro de 2025. No entanto, a mulher aceitou retomar a relação em janeiro deste ano.
Agora, a Polícia Civil segue com as investigações do caso.














