Retorno do sarampo nas Américas preocupa autoridades sanitárias

Em 2025, casos confirmados aumentaram 32 vezes em relação ao ano anterior

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Imagem ilustrada e gerada por IA. -

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta para o crescimento do sarampo nas Américas após a região perder o status de eliminação da doença. Em 2025, as autoridades registraram 14.767 casos confirmados — um salto de 32 vezes em relação ao ano anterior — e contabilizaram 32 mortes.

Além disso, os números continuam a subir em 2026. Até o início de abril, o órgão confirmou 15.300 casos, com foco principal no México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá. O diretor da Opas, Jarbas Barbosa, explica que o principal desafio não reside na falta de vacinas, mas na dificuldade das equipes de saúde em alcançar a população não imunizada. Ele enfatiza que, quando a cobertura vacinal cai, o vírus inevitavelmente retorna.


O Histórico de Eliminação e o Papel do Brasil

As Américas conquistaram o título de primeira região do mundo a eliminar o sarampo em 2016. No entanto, o continente perdeu esse status em 2018 e, embora tenha recuperado a certificação em 2024, voltou a perdê-la em 2025. Barbosa afirma que o compromisso com investimentos em saúde pública e o combate à desinformação podem reverter esse quadro.

Por outro lado, o Brasil ainda mantém o status de país livre da circulação endêmica, conquistado em 2024. O cenário nacional apresenta os seguintes dados:

  • Em 2025: O país notificou 3.952 casos suspeitos, mas confirmou apenas 38 (sendo 10 importados).
  • Em 2026: Até março, os sistemas de vigilância registraram 232 casos suspeitos e apenas 2 confirmados, ambos vinculados a viagens ao exterior.

Perigos da Doença e Prevenção

O sarampo causa complicações graves, como cegueira, pneumonia e encefalite, devido ao seu alto poder de contágio. Portanto, os profissionais de saúde recomendam a vacinação como a única forma eficaz de prevenção. O calendário nacional prevê a aplicação da vacina tríplice viral aos 12 e 15 meses de idade.

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