Ex-secretária acusada de envenenar médico com arsênio vai a júri popular

Ré responde por tentativa de homicídio qualificado após suspeita de envenenamento com arsênio em Vitória.

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 03 26t230034 567
- Foto: Sesp/Divulgação

A Justiça do Espírito Santo decidiu levar a júri popular a ex-secretária Bruna Garcia Barbosa Marinho, acusada de tentar matar o cardiologista Victor Murad, de 90 anos, em Vitória. A decisão foi proferida pela Comarca da capital.

Ela responderá por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio insidioso e cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso também considera o fato de a vítima ter mais de 60 anos.

Bruna trabalhou por cerca de 12 anos na clínica do médico, localizada na Praia do Canto. Durante esse período, ela exercia funções de confiança, como controle financeiro e até o preparo da alimentação do cardiologista.

Segundo as investigações, ela teria se aproveitado dessa proximidade para cometer o crime. Além disso, o marido dela, Alysson Marinho, também aparece como suspeito de participação.

De acordo com a apuração, o casal teria administrado doses de arsênio ao longo de aproximadamente um ano e meio. Além disso, a investigação aponta o desvio de cerca de R$ 600 mil da clínica.

O médico relatou que ainda enfrenta consequências do envenenamento.
“Estou me recuperando devagar. O estrago que o arsênio causou não tem recuperação imediata”, afirmou em entrevista.

Victor Murad também destacou a relação próxima com a ex-secretária.
“Era como uma filha para mim. Eu a tratava assim e ela me traiu. Foi uma covardia”, declarou.

Durante o processo, Bruna negou qualquer participação no crime. Segundo ela, a compra do óxido de arsênio ocorreu a pedido da esposa do médico.

No entanto, o advogado da vítima contestou essa versão.

Com a decisão, o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.

Isso vai fechar em 0 segundos