
O Amazonas registra índice de 8,8% de estudantes entre 13 e 17 anos que já usaram drogas ilícitas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o levantamento inclui alunos de escolas públicas e privadas.
Diferença entre meninos e meninas
Os dados mostram variação entre os sexos. No estado, 10,5% dos meninos afirmaram já ter usado drogas ilícitas. Já entre as meninas, o percentual é de 7,1%. Dessa forma, o estudo indica maior prevalência entre estudantes do sexo masculino.
Rede pública apresenta maior índice
A pesquisa também aponta diferença entre as redes de ensino. Nas escolas públicas, 9,2% dos estudantes relataram já ter experimentado drogas. Por outro lado, nas escolas privadas, o índice cai para 3,1%. Assim, o cenário evidencia maior vulnerabilidade na rede pública.
Cenário em Manaus
Na capital, Manaus, o percentual geral é de 8,2% entre estudantes da mesma faixa etária. Entre os meninos, o índice chega a 9,5%, enquanto, entre as meninas, fica em 6,9%.
Além disso, a diferença entre redes também aparece na capital. Nas escolas públicas, 9% dos alunos já experimentaram drogas ilícitas. Já nas instituições privadas, o percentual é de 3%. Com isso, os dados reforçam o padrão observado no restante do estado.
Uso dos dados para políticas públicas
A Secretaria de Estado da Educação e Desporto Escolar (Seduc) informou que utiliza os dados da PeNSE 2024 para fortalecer políticas públicas voltadas à redução de vulnerabilidades e à permanência dos estudantes na escola. Além disso, a pasta destacou ações na área de saúde e bem-estar.
Entre as iniciativas, estão ações psicossociais, campanhas preventivas e atividades do Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar. Dessa maneira, o objetivo é promover saúde mental, cultura de paz e prevenção a riscos entre os jovens.
A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e conta com apoio do Ministério da Educação. Atualmente, esta é a quinta edição do levantamento, que abrange mais de 12,3 milhões de estudantes em todo o país.

