Bebês passam a receber medicamento contra doenças respiratórias no Amapá

Aplicação do medicamento busca reduzir internações e complicações causadas por infecções respiratórias em recém-nascidos.

Arte Da Capa Da Mat Ria Do Site 1000 X 750 Px 2026 03 26t140436 901
- Bebês prematuros passam a receber medicação contra o Vírus Sincicial Respiratório. — Foto: Arquivo/HCA

O Amapá iniciou a aplicação do medicamento Nirsevimabe para prevenir complicações respiratórias graves em bebês. O imunizante protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite na infância.

O governo estadual recebeu as doses em fevereiro e, em seguida, distribuiu o medicamento para hospitais da rede pública. A aplicação segue critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Além disso, a equipe médica administra o remédio em dose única, com proteção estimada em cerca de seis meses.

No Hospital da Criança e do Adolescente (HCA/PAI), em Macapá, profissionais de saúde avaliam clinicamente os bebês internados antes da aplicação. Por outro lado, crianças que não estão hospitalizadas recebem atendimento no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), também após triagem médica.

O primeiro bebê imunizado no estado nasceu no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). Na maternidade, os profissionais aplicam o medicamento logo após o parto quando identificam comorbidades que elevam o risco de infecções respiratórias.

No HCA, a equipe começou a aplicar o imunizante na última terça-feira (24). Na ocasião, os profissionais atenderam um bebê prematuro de 31 semanas, internado há dois meses na UTI. A criança apresenta broncodisplasia pulmonar, condição crônica comum em prematuros e que se enquadra nos critérios para o uso do Nirsevimabe.

Além desse caso, o hospital oferece o medicamento para outros bebês internados com maior vulnerabilidade clínica. Dessa forma, a medida amplia a proteção contra agravamentos respiratórios.

A iniciativa integra as ações de prevenção adotadas pelo estado durante o período chuvoso. Nesse período, a circulação de vírus respiratórios aumenta. Consequentemente, o número de internações por bronquiolite e pneumonia também cresce. Por isso, a imunização preventiva ganha destaque entre as estratégias de saúde pública.

Isso vai fechar em 0 segundos