Dólar sobe com guerra EUA x Irã, alta do petróleo e prévia da inflação

Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,22. Ibovespa, por sua vez, teve alta de 1,6%, aos 185,4 mil pontos

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Foto: Sheldon Cooper/SOPA Images/LightRocket via Getty Images - Dólar sobe com guerra EUA x Irã, alta do petróleo e prévia da inflação

O dólar iniciou esta quinta-feira (26/3) em alta, enquanto o mercado financeiro mantém o foco nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ao mesmo tempo, investidores acompanham os impactos do conflito sobre os preços do petróleo e analisam, no cenário doméstico, os dados da prévia da inflação no Brasil, o IPCA-15.


Dólar abre em alta

Às 9h12, o dólar avançava 0,46% e era negociado a R$ 5,245. No entanto, na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou o dia em queda de 0,65%, cotada a R$ 5,22.

Com isso, a divisa acumula alta de 1,68% em março. Por outro lado, registra queda de 4,89% frente ao real em 2025.


Ibovespa inicia negociações

As negociações do Ibovespa começam às 10h. Na véspera, o principal índice da B3 fechou em alta de 1,6%, aos 185,4 mil pontos.

Dessa forma, a Bolsa brasileira acumula recuo de 1,78% no mês. Ainda assim, apresenta valorização de 15,08% no ano.


Tensões no Oriente Médio aumentam

Enquanto isso, as negociações para encerrar o conflito enfrentam dificuldades. Segundo o jornal The New York Times, o presidente Donald Trump ordenou o envio de cerca de 2 mil paraquedistas ao Oriente Médio, elevando as tensões na região.

Além disso, uma tentativa de diálogo mediada pelo Paquistão teve início, mas não avançou. Os Estados Unidos apresentaram uma proposta com 15 pontos ao Irã; entretanto, o governo iraniano rejeitou os termos por considerá-los incompatíveis com a realidade.

Diante disso, o Irã afirmou que só aceitará um cessar-fogo se suas condições forem atendidas. Paralelamente, autoridades iranianas apresentaram contrapropostas para futuras negociações.


Impacto no Estreito de Ormuz

Ao mesmo tempo, o cenário se agravou após a morte do comandante Alireza Tangsiri em um ataque na cidade de Bandar Abbas. Ele tinha papel estratégico no controle do Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz, que possui cerca de 50 quilômetros em seu ponto mais estreito, funciona como rota essencial para o transporte global. Por ali, passam aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo.

Por isso, qualquer instabilidade na região afeta diretamente os mercados internacionais.


Petróleo volta a subir

Diante do fracasso nas negociações, os preços do petróleo voltaram a subir com força. Por volta das 8h30, o barril do tipo WTI avançava 3,76%, negociado a US$ 93,72.

Já o petróleo Brent subia 3,77%, ultrapassando os US$ 100. No dia anterior, porém, ambos haviam registrado queda, refletindo um breve otimismo com as negociações.

Assim, o mercado volta a precificar os riscos geopolíticos.


Prévia da inflação no Brasil

No cenário interno, o destaque fica para o IPCA-15, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em março, o índice registrou alta de 0,44%, o que representa uma desaceleração em relação aos 0,84% de fevereiro.

Além disso, no acumulado de 12 meses, o indicador alcançou 3,9%, abaixo dos 4,1% registrados anteriormente.

Segundo o IBGE, todos os nove grupos pesquisados apresentaram alta, com destaque para alimentação e bebidas (0,88%) e despesas pessoais (0,82%).

Por fim, o levantamento considerou preços coletados entre 13 de fevereiro e 17 de março de 2026, abrangendo famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos em diversas regiões metropolitanas do país.

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