ATUALIZAÇÃO: Exame de DNA confirma que cabeça encontrada em Guarapari é de Dante Michelini

DNA confirma que cabeça encontrada em Guarapari é de Dante Michelini

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- Foto: Divulgação

A Polícia Científica do Espírito Santo (PCES) confirmou, após análise de DNA, que a cabeça encontrada no Canal de Guarapari, no dia 11 de fevereiro, pertence a Dante Brito Michelini, de 76 anos.

Antes disso, equipes localizaram o corpo decapitado da vítima no Sítio Pequeira, na região de Meaípe. Segundo a investigação, um incêndio destruiu parte do imóvel. A polícia aponta William Santos Monzoli como principal suspeito do crime.

Além disso, os peritos realizaram o exame genético porque as partes do corpo estavam separadas. Em seguida, os investigadores anexaram o resultado ao inquérito policial. Agora, a equipe aguarda a conclusão do laudo cadavérico para avançar nas apurações.

Relembre o caso

Inicialmente, peritos identificaram o corpo por meio de exame papiloscópico, que analisa impressões digitais, palmares e plantares. Logo depois, um dos irmãos de Michelini confirmou a morte ao comparecer ao sítio, após testemunhas estranharem a ausência do proprietário e perceberem sinais de destruição no local.

No terreno, equipes encontraram o corpo dentro de uma estrutura incendiada. Desde então, policiais civis e militares intensificaram as buscas pela cabeça da vítima. Para isso, utilizaram cães farejadores e apoio do Corpo de Bombeiros.

Durante as diligências, os agentes também esvaziaram uma piscina da propriedade, pois o local apresentava odor semelhante ao de decomposição. No entanto, os profissionais encontraram apenas restos de duas tartarugas.

Paralelamente, a polícia passou a investigar a rotina de Michelini. Os investigadores decidiram ouvir familiares e pessoas que tiveram contato recente com a vítima. Dessa forma, pretendem esclarecer os últimos encontros e possíveis conflitos. Entre os pontos analisados, está a informação de que a família havia colocado o sítio à venda.

Passado

Em outro momento da vida, Dante Brito Michelini respondeu como acusado no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973. Posteriormente, a Justiça o absolveu. O crime marcou a história do país como um dos episódios mais emblemáticos de violência contra crianças.

Michelini integrava uma das famílias mais tradicionais do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, que tinha o mesmo nome, batizou uma das principais avenidas de Vitória.

Ao longo dos anos, a família evitou comentar o episódio publicamente. Contudo, em 1993, o pai de Dante, Dante de Barros Michelini, concedeu uma declaração rara. Na ocasião, ele afirmou que não mantinha qualquer relação com a vítima.

“Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local”, declarou na época.