
A patente do Ozempic, medicamento usado no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, expira oficialmente nesta sexta-feira (20). Com isso, termina a exclusividade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk sobre o princípio ativo semaglutida.
A mudança marca o início de uma nova fase no mercado farmacêutico. Além disso, abre espaço para a produção de versões genéricas e similares por outros laboratórios. Dessa forma, especialistas esperam queda gradual no preço do medicamento e maior acesso ao tratamento.
Versões mais baratas ainda dependem de aprovação
Apesar do fim da patente, a chegada de opções mais baratas não será imediata. Isso porque os laboratórios precisam obter autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo estimativas do setor, os primeiros genéricos da semaglutida devem chegar ao mercado brasileiro a partir do segundo semestre de 2026. Até lá, as empresas precisam cumprir etapas como testes de bioequivalência e registro sanitário.
Impacto no bolso do consumidor
Atualmente, o preço do Ozempic varia conforme a dosagem e pode ultrapassar R$ 1.000 por caneta aplicadora. No entanto, a legislação brasileira determina que os medicamentos genéricos sejam lançados com valor pelo menos 35% menor que o produto de referência.
Além disso, a concorrência entre os laboratórios tende a ampliar a redução ao longo do tempo. Assim, especialistas apontam que o barateamento pode facilitar o acesso a tratamentos metabólicos considerados de última geração.
O fim da patente também pode influenciar, futuramente, as versões orais da semaglutida, reforçando a tendência de queda nos custos desses medicamentos.
