
Empresas de transporte e logística do Rio Grande do Sul projetam aumento de até 10% no valor do frete devido à alta no preço do diesel. O reajuste já pressiona os custos operacionais e deve impactar diretamente o preço final dos produtos.
Alta do diesel pressiona custos
O preço do combustível subiu de forma significativa nas últimas semanas. Entre o fim de fevereiro e meados de março, o litro do diesel passou de R$ 6,03 para cerca de R$ 6,80, o que representa alta de aproximadamente 13%.
Além disso, o recente reajuste da Petrobras elevou o valor do diesel vendido às distribuidoras. Mesmo com medidas do governo para reduzir impostos, como a zeragem de PIS e Cofins, consumidores relataram aumentos maiores nas bombas, chegando a até R$ 0,80 em alguns postos.
Impacto direto no frete
Com o aumento acelerado, transportadoras já iniciaram negociações para repassar os custos. Segundo representantes do setor, o reajuste se tornou inevitável, já que o diesel representa grande parte das despesas do transporte rodoviário.
Atualmente, cerca de 65% da produção nacional depende das rodovias. Por isso, qualquer variação no preço do combustível afeta diretamente o valor do frete.
Efeito cascata na economia
O aumento no frete deve gerar um efeito em cadeia. Ou seja, empresas que dependem do transporte tendem a repassar os custos para os produtos.
Segundo especialistas, esse movimento pressiona a inflação. Uma alta de 10% no preço dos combustíveis pode elevar os índices inflacionários em cerca de 0,5%. Dessa forma, itens vendidos em supermercados e lojas podem ficar mais caros.
Composição do preço do combustível
A Petrobras destaca que o preço final do diesel não depende apenas da estatal. O valor inclui custos de distribuição, margens de lucro, mistura obrigatória de biodiesel e impostos federais e estaduais.
Abastecimento segue monitorado
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que monitora o mercado continuamente. Até o momento, o órgão não identificou desabastecimento.
Por outro lado, representantes de postos relatam redução no volume de combustível entregue pelas distribuidoras. Apesar disso, o fornecimento segue ativo, ainda que com limitações em algumas regiões.










