
O Brasil entrou em alerta máximo contra o sarampo após o avanço da doença em diversos países das Américas. O Ministério da Saúde reforçou ações de prevenção e ampliou o monitoramento para manter o país como área livre do vírus. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, as equipes atuam de forma permanente para evitar a circulação sustentada da doença.
No continente, o cenário preocupa. Em 2025, autoridades sanitárias registraram 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Já em 2026, até o dia 5 de março, os sistemas de vigilância confirmaram 7.145 infecções. Por isso, o governo brasileiro intensificou campanhas e orientações à população.
Primeiro caso confirmado em 2026
No Brasil, a vigilância epidemiológica confirmou o primeiro caso deste ano na semana passada. Uma bebê de 6 meses, moradora de São Paulo, contraiu o vírus durante viagem à Bolívia, país que enfrenta um surto. Logo após a notificação, as equipes iniciaram medidas de bloqueio e ampliaram a investigação.
Apesar do registro, o país mantém a certificação internacional de área livre do sarampo. Isso ocorre porque, até o momento, não há transmissão contínua dentro do território nacional. Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos da doença.
Vacinação segue como principal proteção
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação protege a população e impede novos surtos. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral.
No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose. Entretanto, apenas 77,9% completaram o esquema na idade recomendada. Por esse motivo, o governo orienta que pessoas de até 59 anos sem comprovação vacinal procurem uma unidade de saúde.
Ações rápidas evitam transmissão
Sempre que surge uma suspeita, as equipes de saúde notificam o caso e iniciam o bloqueio vacinal. Assim, profissionais identificam contatos próximos, aplicam a vacina e acompanham possíveis sintomas. Em seguida, agentes realizam busca ativa nas residências vizinhas e em unidades de atendimento.
Além disso, laboratórios e serviços de saúde passam por varredura para localizar pacientes com sintomas não notificados. Caso exames descartem a doença, as ações são encerradas. No entanto, quando a infecção é confirmada, as autoridades monitoram o paciente e a comunidade por até três meses.
Em situações específicas, bebês entre 6 meses e 1 ano recebem a chamada dose zero, aplicada de forma preventiva. Mesmo assim, eles precisam completar o esquema vacinal no período indicado.
Viagens internacionais ampliam preocupação
O aumento da circulação de pessoas também preocupa as autoridades. Em junho e julho, Estados Unidos, México e Canadá países com alta incidência receberão a Copa do Mundo, o que deve atrair turistas de várias regiões.
Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulga alertas sobre vacinação em aeroportos e portos. Além do risco externo, o Brasil enfrenta desafios internos. Regiões turísticas, áreas de fronteira e cidades com grande fluxo de visitantes exigem vigilância constante.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça campanhas e amplia ações locais. Dessa forma, o país busca manter altas coberturas vacinais e impedir a reintrodução do vírus.










