Caminhoneiros confirmam paralisação nacional a partir de quinta por aumento do diesel

Movimento pode afetar abastecimento de combustíveis, transporte de mercadorias e funcionamento do comércio.

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- Imagem ilustrativa criada por IA

Caminhoneiros de diversas regiões do país confirmaram uma paralisação nacional a partir da próxima quinta-feira (19). A mobilização ocorre em protesto contra o aumento no preço do diesel anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13).

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que o movimento não possui caráter político e reflete a situação financeira enfrentada pela categoria.

Segundo ele, o custo operacional elevado tem reduzido a rentabilidade dos profissionais do transporte rodoviário.

“Não é um movimento político. É uma decisão de sobrevivência. Hoje o caminhoneiro trabalha sem lucro e, em muitos casos, não consegue cobrir os próprios custos”, declarou.

Categoria cobra medidas para reduzir custos

Além do impacto direto do reajuste do combustível, lideranças do setor defendem a adoção de medidas estruturais para proteger a atividade. Entre as reivindicações estão a revisão da planilha de custo mínimo do frete e a isenção de pedágio para caminhões que trafegam vazios.

Wallace Landim comparou o cenário atual com a greve nacional realizada em 2018, que provocou forte impacto na economia e no abastecimento em todo o país.

Enquanto isso, o governo federal havia anunciado a suspensão temporária de tributos como PIS e Cofins, além da criação de um programa de subvenção ao diesel. No entanto, representantes da categoria consideram as ações insuficientes diante da nova alta no preço do combustível.

Impacto internacional pressiona preço do diesel

O aumento no custo do diesel também está ligado ao cenário global. O conflito no Oriente Médio tem afetado o fluxo de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Essa instabilidade internacional contribui para a elevação dos preços e amplia a pressão sobre o setor de transportes.

Paralisação pode gerar reflexos no abastecimento

Caso o movimento ganhe força, especialistas apontam possíveis impactos no abastecimento de combustíveis, na distribuição de alimentos e medicamentos e no transporte de mercadorias.

Além disso, atrasos em entregas e dificuldades logísticas podem afetar o funcionamento de supermercados, farmácias e outros serviços essenciais nos próximos dias.

Autoridades orientam a população a evitar correria e acompanhar as atualizações sobre a mobilização.