
A indústria do Espírito Santo começou 2026 em ritmo acelerado. Em janeiro, a produção industrial do estado cresceu 14,5% na comparação com o mesmo período de 2025, superando com folga a média nacional, que ficou em apenas 0,2%.
Com esse desempenho, o estado alcançou o segundo maior crescimento industrial do Brasil, ficando atrás apenas de Pernambuco. O resultado reforça o protagonismo capixaba no setor, após liderar o avanço industrial nacional ao longo de 2025.
Desempenho acima da média nacional
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada pelo IBGE e compilada pelo Observatório da Indústria da Findes.
Além do crescimento expressivo, o Espírito Santo se destacou por manter um ritmo consistente, impulsionado principalmente pela indústria extrativa.
Esse segmento avançou 21,2% em janeiro. Dentro dele, a produção de gás natural teve papel central, com alta de 16,4% e média diária de 4,4 milhões de metros cúbicos.
Indústria de transformação também avança
Por outro lado, a indústria de transformação também contribuiu para o resultado positivo, com crescimento de 2,3% no mês.
O principal destaque foi o setor de metalurgia, que registrou alta de 13% — o melhor resultado desde março de 2022. Esse avanço foi impulsionado pela maior produção de ferro-gusa, bobinas de aço e lingotes.
Além disso, a fabricação de produtos de minerais não metálicos cresceu 8,7%, reforçando o bom momento da atividade industrial no estado.
Segundo o presidente da Findes, Paulo Baraona, o desempenho da indústria extrativa foi decisivo para sustentar os bons resultados recentes.
Gás natural sustenta crescimento
No setor extrativo, o gás natural novamente se destacou. Mesmo com a queda de 5,3% na produção de petróleo, o aumento do gás compensou as perdas e manteve o crescimento do setor.
A redução na produção de petróleo ocorreu, principalmente, por conta de uma parada operacional na plataforma Maria Quitéria. Ainda assim, o campo de Jubarte registrou crescimento de 6,6%.
Cenário internacional exige atenção
Apesar do início positivo, o setor industrial capixaba enfrenta desafios no cenário externo.
As tensões geopolíticas e a volatilidade no mercado internacional podem afetar a competitividade dos produtos brasileiros. Além disso, a alta no preço do petróleo e o aumento do frete internacional tendem a elevar os custos de produção.
De acordo com a economista-chefe da Findes, Marília Silva, esse ambiente exige atenção, especialmente para setores ligados às exportações e commodities.
Ranking nacional da indústria em janeiro
- Pernambuco: +27,7%
- Espírito Santo: +14,5%
- Mato Grosso do Sul: +8,7%
- Maranhão: +6,2%










