
A pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big nesta segunda-feira (16) reforça um movimento que já vinha sendo observado desde o final de 2025. O vice-governador Ricardo Ferraço aparece novamente como o nome mais competitivo na disputa pelo Governo do Espírito Santo. Mais do que um resultado isolado, o levantamento aponta um processo contínuo de consolidação política no cenário capixaba.
Registrado sob o número TSE/ES-06722/2026, o estudo ouviu 2 mil eleitores em todas as regiões do estado entre os dias 13 e 14 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que garante consistência estatística ao retrato apresentado.
liderança consistente em diferentes cenários
Nos cenários estimulados testados pelo instituto, o desempenho de Ferraço se mantém elevado mesmo quando há mudanças no número de concorrentes. No primeiro quadro, o vice-governador aparece tecnicamente empatado com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ambos com 35% das intenções de voto. Helder Salomão registra 8%, enquanto 11% declaram voto branco ou nulo e outros 11% não souberam ou não responderam.
Já no segundo cenário, com a inclusão de mais nomes, o emedebista passa a liderar de forma isolada. Nesse caso, Ferraço soma 33%, seguido por Pazolini, com 27%, e Magno Malta, com 15%. Helder Salomão mantém 8%, enquanto 8% optam por branco ou nulo e 9% permanecem indecisos.
Quando o instituto substitui Pazolini pelo prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, a liderança do vice-governador permanece. Nesse contexto, Ferraço alcança 34%, contra 23% de Borgo e 17% de Magno Malta. Helder Salomão aparece novamente com 8%, enquanto 8% declaram voto branco ou nulo e 10% não sabem ou não responderam.
Dessa maneira, os números indicam que a vantagem do vice-governador não depende de um único arranjo eleitoral, mas se sustenta em diferentes composições de disputa.
menor rejeição amplia espaço de crescimento
Outro fator relevante apresentado pela pesquisa é o índice de rejeição. Em eleições majoritárias, esse indicador costuma limitar o potencial de avanço dos candidatos ao longo da campanha. Nesse aspecto, Ricardo Ferraço também demonstra desempenho favorável.
De acordo com o levantamento, o vice-governador possui 27% de rejeição, o menor percentual entre os nomes testados. Em contrapartida, Magno Malta registra 48%, Helder Salomão soma 42%, Lorenzo Pazolini aparece com 34% e Arnaldinho Borgo atinge 33%. Ainda segundo o estudo, 3% afirmam que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto 6% não souberam ou não responderam.
Com esse cenário, a candidatura de Ferraço apresenta maior margem para ampliar apoios durante o processo eleitoral.
continuidade administrativa influencia percepção do eleitor
Sob a ótica política, o resultado também sugere que parte significativa do eleitorado associa o vice-governador à continuidade do atual ciclo administrativo. A gestão de Renato Casagrande mantém índices positivos de avaliação, o que tende a favorecer o nome identificado com estabilidade, experiência e previsibilidade.
Além disso, o desempenho registrado agora dialoga diretamente com levantamentos divulgados no final de 2025, que já apontavam um ambiente competitivo e relativamente favorável ao emedebista.
tendência eleitoral começa a se consolidar
Mesmo com a eleição ainda distante, os dados permitem observar uma direção clara no cenário estadual. A combinação entre liderança consistente e menor rejeição posiciona Ricardo Ferraço como protagonista natural da disputa.
Caso o ritmo identificado nas pesquisas se mantenha, o vice-governador tende a chegar ao período oficial de campanha com vantagem estratégica na corrida pelo Palácio Anchieta.










