Três anos sem Canisso: legado do baixista dos Raimundos segue vivo no rock brasileiro

Músico morreu em 13 de março de 2023, aos 57 anos, e deixou marca definitiva na história do rock nacional com o som pesado e irreverente dos Raimundos

- Foto: Divulgação

Em 13 de março de 2023, o rock brasileiro perdia uma de suas figuras mais emblemáticas. José Henrique Campos Pereira, o Canisso, baixista dos Raimundos, morreu aos 57 anos e deixou uma lacuna significativa na música nacional. Desde então, fãs e artistas continuam lembrando o impacto de sua trajetória e a influência que ajudou a moldar o som de toda uma geração.

Dono de um groove pesado, direto e cheio de personalidade, Canisso se destacou como peça essencial na identidade sonora da banda formada em Brasília. Ao longo dos anos, ele contribuiu para transformar os Raimundos em um dos nomes mais explosivos do cenário musical brasileiro nos anos 1990.

Mistura de estilos marcou época

Ao lado de Rodolfo Abrantes, Digão e Fred, o baixista participou da criação de sucessos que atravessaram décadas. O grupo conquistou o público justamente pela combinação ousada de referências. Além do peso do hardcore e do punk, os Raimundos incorporaram elementos de forró e música regional, o que ampliou o alcance das canções e consolidou um estilo único no país.

Com isso, músicas como “Mulher de fases”, “Eu quero ver o oco” e “Me lambe” se tornaram verdadeiros hinos de uma geração, presentes em rádios, festivais e trilhas pessoais de milhares de brasileiros.

Influência que permanece

Mesmo após sua morte, o legado de Canisso segue vivo. Por um lado, novas bandas continuam citando o músico como referência. Por outro, o repertório dos Raimundos permanece atual e atrai novos fãs, principalmente nas plataformas digitais.

Assim, três anos depois de sua partida, o baixista ainda simboliza uma fase marcante do rock nacional — marcada por irreverência, atitude e inovação sonora.