Piloto de avião planejava encontro para abusar de criança de 3 anos do ES

Piloto preso em São Paulo por suspeita de abuso infantil planejava encontro com criança de 3 anos no Espírito Santo. A mãe da menina, moradora de Marataízes, foi presa após enviar vídeos da filha ao investigado mediante pagamento.

- Imagem ilustrativa criada por IA

A Polícia Civil prendeu o piloto de avião Sergio Antonio Lopes no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sob a suspeita de estuprar diversas meninas. Segundo as investigações, ele planejava um encontro no Espírito Santo com uma criança de 3 anos e a mãe dela. A mulher, uma artesã de 29 anos, foi detida em Marataízes, no Litoral Sul capixaba, nesta terça-feira (10).

De acordo com o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, o objetivo do encontro era o contato direto do piloto com a menina. Até então, a mãe gravava e enviava vídeos da própria filha para o investigado. Por cada arquivo, ele pagava quantias que variavam entre R$ 30 e R$ 50 via Pix.

A delegada Gabriela Enne, da Polícia Civil do Espírito Santo, explicou que o piloto buscava vítimas em situação de vulnerabilidade econômica. Ele oferecia pequenas quantias em dinheiro para que as mães colocassem as crianças em posições específicas para as gravações. Frequentemente, as mulheres utilizavam esses pagamentos para comprar alimentos.

Os dois se conheceram em agosto do ano passado, em uma praia de Marataízes, onde a mulher vendia artesanato. Desde então, eles mantinham contato frequente pelo WhatsApp. A polícia descobriu a conexão com o Espírito Santo após analisar o material eletrônico apreendido com o piloto em São Paulo.

A prisão da artesã faz parte da operação “Apertem os Cintos”. No momento da detenção, ela permaneceu em silêncio e demonstrou vergonha diante dos familiares, que desconheciam os crimes. A investigação apurou que os abusos gravados começaram quando a criança tinha apenas 2 anos.

Atualmente, a mulher está à disposição da Justiça na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória. Com as prisões, a polícia conseguiu impedir o encontro presencial e interromper o ciclo de exploração.