Brasileiros que ficaram em cruzeiro durante guerra no Oriente Médio retornam ao ES

Grupo de 21 capixabas enfrentou dias de tensão após o navio ficar parado na região do conflito; passageiros comemoraram o retorno em segurança ao Espírito Santo.

- Foto: Alberto Borém

Um grupo de 21 brasileiros que ficou quase uma semana em um cruzeiro parado em meio à guerra no Oriente Médio chegou ao Espírito Santo neste domingo (8). Após isso, os passageiros desembarcaram em Vitória depois de mais de 40 horas de viagem, desde a saída do navio até o retorno ao Brasil. Assim, familiares e amigos receberam o grupo com alívio.

Entre os passageiros estava o empresário José Carlos Bergamin, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES). Ao reencontrar a família, ele resumiu o sentimento de alívio após os dias de tensão.

“Estamos no céu. De volta para casa, em Vitória, no Espírito Santo. Nada caiu na nossa cabeça além de bênçãos”, afirmou.

Viagem de retorno teve momentos de tensão

A viagem de volta começou na madrugada de sábado (7), logo após o desembarque do navio. No entanto, o grupo ainda enfrentou novos transtornos durante o trajeto até o Brasil.

O organizador da viagem, Paulo Assis, contou que, ao chegar ao aeroporto de Dubai, os passageiros passaram por momentos de insegurança. Isso porque o espaço aéreo da região chegou a ser fechado por causa da escalada do conflito.

“Uns destroços caíram, então passamos o dia indo e vindo, se escondendo. Por causa disso, o espaço aéreo foi totalmente fechado e só às 4 horas, no horário local, conseguimos retornar”, relatou.

Início do cruzeiro foi tranquilo

Assis explicou que o início da viagem ocorreu de forma tranquila. Porém, a situação mudou quando o grupo precisou antecipar o retorno por causa da intensificação da guerra no Oriente Médio.

“O começo ainda foi muito tranquilo. Depois, o complicado mesmo foi o retorno. É uma mistura de sentimentos, emoção e medo, porque a qualquer hora você não sabe o que pode acontecer”, afirmou.

Mesmo diante da tensão, o organizador destacou que o grupo manteve a confiança durante a viagem.

“É bom demais voltar para casa. Aqui, estão minha família, meus amigos e a segurança. Além disso, mesmo em uma situação difícil, sempre fica algo de positivo para todos nós”, concluiu.