Fim da escala 6x1 pode atingir 362 mil trabalhadores no Espírito Santo

Mudança nas regras da jornada impactaria setores como comércio e serviços no Estado.

- Imagem ilustrativa criada por IA

O possível fim da escala de trabalho 6×1 pode atingir cerca de 362 mil trabalhadores no Espírito Santo, segundo estimativas divulgadas com base em dados do mercado formal. A discussão ganhou força após propostas que defendem a revisão do modelo, que atualmente permite seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso.

Caso a mudança avance no Congresso Nacional, empresas terão de reorganizar jornadas e escalas. Com isso, setores como comércio, supermercados, farmácias e serviços em geral podem sentir impacto direto na operação diária.

A escala 6×1 é amplamente utilizada em atividades que exigem funcionamento contínuo, especialmente aos fins de semana. No entanto, críticos do modelo defendem jornadas mais equilibradas, como a escala 5×2, que garante dois dias consecutivos de folga.

Além disso, representantes de trabalhadores argumentam que a alteração pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o desgaste físico e mental. Por outro lado, empresários alertam para possível aumento de custos, já que a mudança pode exigir novas contratações.

No Espírito Santo, o comércio concentra grande parte dos empregos sob o regime 6×1. Portanto, qualquer alteração na legislação trabalhista pode gerar efeitos significativos na economia local.

Especialistas apontam que, caso a proposta avance, o Estado precisará de um período de adaptação. Enquanto isso, entidades empresariais e sindicatos acompanham o debate e avaliam os desdobramentos.

A discussão ainda segue em âmbito nacional. Assim, não há definição sobre prazos ou formato final da possível mudança.