De cadeira de rodas ao concurso de beleza: uma virada inspiradora

Após receber o diagnóstico de que nunca mais andaria, jovem enfrenta tratamento intenso, surpreende médicos e agora se prepara para brilhar na passarela.

Após diagnóstico devastador na infância, estudante volta a andar e disputa concurso de beleza no Reino Unido

A estudante de Direito Elspeth Cadwallader, de 19 anos, ouviu ainda na infância que dificilmente voltaria a andar após permanecer quatro anos paralisada. Agora, porém, ela vive um momento completamente diferente: disputa a final do Miss Progress UK, em Leicester, no Reino Unido.

Tudo começou quando Elspeth tinha 10 anos. Depois de enfrentar episódios de amigdalite e sinusite, ela desenvolveu encefalomielite miálgica, também conhecida como síndrome da fadiga crônica. Como resultado, a doença afetou diversos sistemas do corpo e comprometeu os movimentos da parte inferior.

Além disso, médicos diagnosticaram Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática, Síndrome de Ehlers-Danlos, refluxo gastroesofágico e fibromialgia. Durante quatro anos, entre os 10 e os 14, a jovem não conseguiu andar e precisou de ajuda até para tarefas básicas. Naquele período, a equipe médica alertou a família de que as chances de recuperação eram baixas.

“Eu acordei e não conseguia sentir as pernas”, relembrou.

Recomeço

Apesar do prognóstico, Elspeth iniciou reabilitação no fim de 2019 com acompanhamento profissional. Primeiro, recuperou a capacidade de se sentar sem apoio. Em seguida, passou a utilizar andador. Posteriormente, adotou a bengala como suporte. Há cerca de seis meses, entretanto, deixou o acessório de lado e passou a caminhar sem auxílio.

Enquanto avançava fisicamente, ela também retomava os planos acadêmicos. Em 2022, concluiu exames equivalentes ao ensino médio e, logo depois, ingressou no curso de Direito. Atualmente, afirma que pretende construir carreira na área jurídica.

Passarela

Paralelamente à rotina de estudos, Elspeth decidiu se inscrever no concurso após ver um anúncio on-line. Inicialmente, não criou expectativas elevadas. Ainda assim, enxergou na oportunidade uma forma de desafiar os próprios limites. “O máximo que poderia acontecer seria receber um não”, afirmou.

Agora, ao subir à passarela, a jovem transforma uma história marcada por limitações médicas em exemplo concreto de superação. Dessa forma, mostra que diagnósticos apontam cenários, mas não determinam destinos.