Milhares de peixes aparecem mortos no Rio Imaruim, em Palhoça
Milhares de peixes apareceram mortos no Rio Imaruim, que corta Palhoça, na Grande Florianópolis, na segunda-feira (23). Moradores registraram vídeos e fotos que mostram grande quantidade de animais às margens do rio, especialmente no trecho da Avenida Rio Grande, na região central da cidade.
Logo após a repercussão das imagens, equipes ambientais iniciaram a apuração do caso.
IMA coleta amostras e monitora área
O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) enviou técnicos ao local ainda na segunda-feira e manteve os trabalhos nesta terça-feira. As equipes coletam amostras de água e de material biológico para análise laboratorial. Além disso, os profissionais monitoram o trecho para verificar se a área afetada aumentou.
Segundo o IMA, os indícios iniciais apontam para uma ocorrência pontual. O órgão destaca que o Rio Imaruim atravessa ao menos cinco municípios antes de desaguar na Baía de Palhoça.
Em entrevista à CBN, o diretor de Controle, Passivos e Qualidade Ambiental do instituto, Diego Hemkemeier Silva, informou que o órgão ainda contabiliza o número exato de peixes mortos. Ele também confirmou que os animais pertencem à espécie manjubinha.
Possíveis causas ainda estão em análise
De acordo com o IMA, a mortandade de peixes pode ocorrer de forma esporádica por diferentes fatores. Entre as hipóteses avaliadas estão causas ambientais, como alteração na qualidade da água. Por outro lado, o instituto também considera a possibilidade de ação humana, como descarte irregular de resíduos ou até mesmo descarte de pescado.
Até o momento, o órgão não descarta nenhuma linha de investigação. Portanto, as análises laboratoriais serão fundamentais para esclarecer o que provocou o episódio.
Prefeitura aciona órgãos e orienta moradores
A Prefeitura de Palhoça, por meio da Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM), realizou vistoria assim que recebeu a notificação. Em seguida, o município comunicou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e a Polícia Científica, que atuarão em conjunto na investigação.
Conforme avaliação técnica preliminar da prefeitura, a decomposição dos peixes não representa risco à saúde da população. Ainda assim, por precaução, o IMA orienta que moradores evitem contato com a água e não consumam peixes recolhidos no local até a conclusão das análises.
Enquanto isso, o município segue monitorando a situação e promete adotar novas medidas caso identifique qualquer agravamento do cenário ambiental.
