Pacheco e Lula devem se reunir na próxima semana e encontro pode selar candidatura ao governo

Interlocutores petistas destacam que a reunião pode contar com atores envolvidos na construção da chapa no estado como Marília, Kalil e Alexandre Silveira

Foto: Ricardo Stuckert / PR -

Encerrado o Carnaval, a política de Minas Gerais retoma o ritmo e precisa enfrentar decisões que já não podem ser adiadas. A máxima de que o país só começa a funcionar depois da folia parece ter orientado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao menos nas articulações para o palanque mineiro.

De acordo com interlocutores ouvidos pela coluna, Lula pretende se reunir na próxima semana com os principais nomes envolvidos na construção da chapa no estado. Entre os atores centrais da coalizão estão o senador Rodrigo Pacheco (MDB), a prefeita de Contagem Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira.

Pessoas próximas a Pacheco mencionaram a possibilidade de um encontro entre o senador e o presidente. A assessoria, no entanto, negou que haja reunião oficial marcada. Embora a presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, tenha afirmado que Pacheco não confirmou candidatura ao governo, integrantes da legenda dizem que o senador teria sinalizado disposição para disputar o Palácio Tiradentes. Caso isso se confirme, o movimento recoloca o presidente do Senado no centro das articulações eleitorais e pode alterar o cenário até então desenhado.

Isso porque Kalil, que se lançou pré-candidato ao governo estadual, poderia migrar para a disputa ao Senado em composição com o PT. No início de fevereiro, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reuniu-se com o comando petista e publicou nas redes sociais que o partido apoiaria a candidatura de Kalil ao governo mineiro. Horas depois, o ex-prefeito reagiu em publicação na rede X, afirmando que subiria em seu palanque quem ele decidisse.

Em entrevista recente ao Café com Política, Alexandre Kalil afirmou que conversou com Carlos Lupi após o episódio, esclareceu a situação e manteve sua posição de independência quanto às alianças. À coluna, ele negou que tenha recebido convite para qualquer reunião com Luiz Inácio Lula da Silva ou com lideranças petistas na próxima semana e reafirmou a pré-candidatura ao governo: “Sou candidato pelo PDT ao governo de Minas.” O PT que se resolva”, declarou.