
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o mundo saberá “nos próximos provavelmente 10 dias” se haverá um acordo nuclear com o Irã ou se o país adotará medidas militares. A declaração ocorreu durante a primeira reunião do Conselho de Paz, em Washington.
Trump reforçou o tom de pressão e afirmou que os Estados Unidos precisam fechar um “acordo significativo”. Caso contrário, advertiu, “coisas ruins acontecerão”. Ao mesmo tempo, o governo americano ampliou a presença militar no Oriente Médio, enquanto diplomatas dos dois países avançam em negociações realizadas na Suíça.
Pressão diplomática
Durante o discurso, Trump destacou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de reuniões “muito boas” com representantes iranianos. Ainda assim, reconheceu que historicamente não é simples chegar a um entendimento com Teerã.
Além disso, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Irã seria “muito sábio” ao aceitar um acordo. Segundo ela, Trump ainda busca uma solução diplomática para o impasse nuclear.
Reação do Irã
Por outro lado, o governo iraniano elevou o tom nas últimas horas. Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, a missão do Irã declarou que considerará bases americanas na região como alvos legítimos caso sejam usadas em eventual agressão militar.
Apesar disso, o país ressaltou que não deseja uma guerra. Ainda assim, classificou a retórica de Trump como um sinal de risco real de ataque.
Congresso dividido
Nos Estados Unidos, parlamentares democratas e alguns republicanos já manifestaram oposição a qualquer ação militar contra o Irã sem autorização prévia do Congresso. Dessa forma, mesmo com o discurso firme da Casa Branca, o tema enfrenta resistência política interna.
Enquanto as negociações seguem em curso, o prazo de 10 dias estabelecido por Trump aumenta a tensão internacional. O desfecho poderá definir não apenas o futuro do programa nuclear iraniano, mas também a estabilidade no Oriente Médio.
