Anel de Fogo ilumina o céu da Antártida e impressiona cientistas no primeiro eclipse de 2026

Primeiro eclipse de 2026 ocorre nesta terça-feira (17) com o "Anel de Fogo" visível na Antártida e Oceano Antártico.

- Imagem ilustrada e gerada por IA.

O primeiro eclipse solar de 2026 aconteceu nesta terça-feira (17), trazendo um espetáculo de “Anel de Fogo” visível no extremo sul do planeta. No entanto, o fenômeno não foi visível no Brasil e teve seu ponto inicial no Oceano Antártico, avançando sobre áreas costeiras da Antártida. Embora a expectativa de ver um “Anel de Fogo” em pleno Carnaval tenha sido gerada, esse evento será, na verdade, adiado para o próximo ano.

O que é o eclipse solar?

Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar. Existem três tipos principais desse fenômeno: parcial, anular e total. O eclipse solar anular, como o de hoje, ocorre quando a Lua está mais distante da Terra. Nesse caso, ela não consegue cobrir completamente o Sol, criando o “Anel de Fogo” que é um espetáculo único.

Como aconteceu

O eclipse começou às 6h56 (horário de Brasília), com a sombra da Lua tocando o planeta sobre o Oceano Antártico. A partir daí, o fenômeno foi avançando pelo Hemisfério Sul, projetando sua sombra sobre as diversas regiões ao longo do trajeto.

Horários das fases do eclipse:

  • Início do eclipse parcial: 6h56
  • Início da anularidade (Anel de Fogo): 8h42
  • Eclipse máximo: 9h12
  • Fim da anularidade: 9h41
  • Fim do eclipse parcial: 11h27

Durante a fase anular, entre 8h42 e 9h41, o “Anel de Fogo” foi visível em uma faixa de 600 km de largura, abrangendo a Antártida e o Oceano Antártico. A Estação Concordia, uma base científica na Antártida, foi um dos poucos locais habitados a presenciar esse incrível fenômeno.

Além da Antártida, o eclipse foi visível de maneira parcial em várias partes do sul da América do Sul, como em cidades de Punta Arenas, no Chile, e áreas próximas ao Estreito de Magalhães. Além disso, o fenômeno também pôde ser observado em algumas regiões do sul do continente africano, incluindo cidades como Cidade do Cabo, Durban e Maputo.

Por fim, o eclipse completou seu trajeto ao longo da África, e a sombra da Lua deixou o continente por volta das 11h27, permitindo que o Sol voltasse a brilhar por completo.

Fonte: Olhar Digital