O Carnaval movimenta mais de R$ 10 bilhões na economia brasileira e consolida a festa como um dos maiores motores do turismo nacional. Além de atrair milhões de foliões, o evento fortalece setores estratégicos, amplia a geração de empregos temporários e aumenta a arrecadação em estados e municípios.
Impacto bilionário nas principais capitais
De acordo com estimativas de entidades do comércio e do turismo, o Carnaval gera entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em circulação financeira no país. Esse valor inclui gastos com hospedagem, alimentação, transporte, camarotes, produção de eventos, fantasias e comércio ambulante.
Somente o Rio de Janeiro costuma ultrapassar R$ 4 bilhões em impacto econômico, impulsionado pelos desfiles na Sapucaí e pelos blocos de rua. Salvador e Recife, por sua vez, registram cifras bilionárias com trios elétricos e festas tradicionais que atraem turistas nacionais e estrangeiros.
Enquanto isso, o setor aéreo amplia a oferta de voos, e a taxa de ocupação hoteleira chega a superar 90% em diversos destinos turísticos.
Geração de empregos temporários
Além do faturamento direto, o Carnaval cria milhares de oportunidades de trabalho. Organizadores contratam profissionais para atuar em:
- Montagem de estruturas
- Segurança privada
- Produção artística
- Costura e adereços
- Serviços de bares e restaurantes
- Transporte por aplicativo
Estima-se que grandes capitais brasileiras gerem mais de 25 mil vagas temporárias apenas durante o período oficial da festa. Dessa forma, o impacto social acompanha o crescimento econômico.
Espírito Santo também entra na rota da folia
No Espírito Santo, o Carnaval movimenta significativamente o litoral e a Grande Vitória. Municípios como Guarapari, Anchieta, Piúma, Vitória e Vila Velha registram aumento no fluxo turístico, sobretudo em bares, restaurantes e meios de hospedagem.
Além disso, os desfiles das escolas de samba capixabas fortalecem a economia criativa e envolvem costureiras, artistas plásticos, músicos e técnicos. Como resultado, o impacto financeiro não se limita aos dias de festa, mas começa meses antes, com ensaios e preparação de alegorias.
Economia criativa e arrecadação
O Carnaval também amplia a arrecadação de impostos municipais e estaduais. Consequentemente, governos locais reforçam investimentos em infraestrutura, segurança e promoção turística.
Especialistas apontam que, quando o poder público planeja o evento com antecedência, a festa se transforma em política de desenvolvimento econômico sustentável. Portanto, o Carnaval deixa de ser apenas celebração cultural e assume papel estratégico na economia brasileira.
