Servidora é presa suspeita de desviar R$ 6 milhões da prefeitura para apostas online

Uma servidora foi presa suspeita de envolvimento em desvio de R$ 6 milhões em prefeitura do interior de São Paulo. Parte do valor já foi bloqueada pela Justiça.

A Polícia Civil prendeu uma servidora pública municipal suspeita de desviar R$ 6 milhões dos cofres da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal, no interior de São Paulo. Segundo a investigação, ela utilizou grande parte do dinheiro em apostas online, conhecidas como bets.

A servidora trabalhava há dez anos na prefeitura e recebia salário de aproximadamente R$ 2 mil. De acordo com os investigadores, ela desviou recursos públicos ao longo do período apurado. A polícia a indiciou por peculato, crime que prevê pena de dois a 12 anos de prisão.

Na quinta-feira (12), a Justiça realizou audiência de custódia e manteve a prisão preventiva. Além disso, a prefeitura informou que adotará as medidas administrativas cabíveis, incluindo a exoneração da servidora. Ela também responderá a ação criminal e a processo por improbidade administrativa.

Investigação começou após alerta interno da prefeitura

O gabinete do prefeito Anderson Parrão identificou indícios de irregularidades durante rotinas internas de controle. Assim que constatou as inconsistências, a administração comunicou o caso à Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar o desvio.

Segundo a apuração, a servidora transferia os valores para diferentes contas bancárias. Em seguida, o dinheiro retornava para uma conta pessoal, estratégia que, segundo a polícia, buscava dificultar o rastreamento das operações financeiras.

O montante desviado corresponde a cerca de 10% do orçamento anual do município, que possui aproximadamente oito mil habitantes e está localizado na Serra da Mantiqueira, a cerca de 170 quilômetros da capital paulista.

Parte do dinheiro já foi bloqueada

Durante a investigação, a Justiça determinou o bloqueio judicial de valores vinculados à suspeita. Até o momento, a prefeitura recuperou pelo menos R$ 800 mil.

Apesar disso, a Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas no esquema. O delegado Luís Geraldo Ferreira conduz o inquérito e segue analisando movimentações bancárias e documentos para esclarecer totalmente o desvio.

As autoridades continuam as diligências para identificar eventuais envolvidos e ampliar a recuperação dos recursos públicos.