Polícia Federal mira grupo suspeito de drogar mulheres e cometer estupros

Rede criminosa que drogava mulheres para estupro e compartilhava vídeos é alvo de operação da Polícia Federal

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A Polícia Federal deflagrou uma operação de alcance nacional para desarticular um grupo suspeito de produzir e compartilhar vídeos de abusos sexuais contra mulheres sedadas. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos estados da Bahia, Ceará, Pará, São Paulo e Santa Catarina. Ao todo, sete brasileiros são investigados por integrar uma rede criminosa com atuação transnacional.

As apurações começaram após informações repassadas pela Europol, que identificou a existência de grupos semelhantes atuando em mais de 20 países. A cooperação internacional foi fundamental para o avanço das investigações, que apontaram um esquema organizado e recorrente de crimes sexuais cometidos com o uso de substâncias sedativas.

De acordo com a PF, mensagens trocadas entre os investigados revelam conversas detalhadas sobre medicamentos com efeito sedativo, incluindo tipos, dosagens e impactos no organismo. Há indícios de que alguns suspeitos teriam dopado as próprias companheiras para praticar os abusos, gravar as ações e divulgar o material em ambientes virtuais.

Os investigados poderão responder por estupro de vulnerável e por divulgação de cena de estupro, crimes previstos na legislação brasileira, especialmente quando praticados pela internet e associados à disseminação de conteúdo misógino. As penas somadas podem resultar em longos períodos de prisão.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia. O material recolhido poderá auxiliar na identificação de outras vítimas, possíveis envolvidos e na dimensão da rede criminosa, além de embasar novas medidas judiciais.

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e não descarta novas prisões. O objetivo é interromper a atuação do grupo, responsabilizar todos os envolvidos e prevenir novos crimes.