Fortaleza amplia proteção contra bronquiolite para prematuros e crianças com comorbidades
A rede pública de saúde de Fortaleza já disponibiliza o imunizante contra bronquiolite para bebês prematuros, nascidos com até 37 semanas de gestação. Além disso, crianças menores de 23 meses com comorbidades também podem receber a proteção.
O medicamento utiliza o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, indicado para prevenir casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Atualmente, o VSR lidera as internações de bebês durante o período de maior circulação do vírus. Por isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta o imunizante gratuitamente aos pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Anticorpo não é vacina
É importante destacar que o Nirsevimabe não funciona como as vacinas tradicionais. Enquanto as vacinas estimulam o organismo a produzir seus próprios anticorpos, o Nirsevimabe já fornece o anticorpo pronto. Dessa forma, a criança recebe proteção imediata. Assim, o medicamento atua diretamente na neutralização do vírus e reduz o risco de complicações graves.
Onde ocorre a aplicação
Na capital cearense, a aplicação ocorre em três hospitais de referência:
- Hospital Universitário do Ceará (HUC)
- Hospital Geral de Fortaleza (HGF)
- Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC)
Como solicitar o imunizante
Primeiramente, os responsáveis devem procurar um posto de saúde. Em seguida, a criança passa por avaliação médica. Caso a comorbidade seja confirmada, o profissional emite a prescrição.
Posteriormente, a Secretaria Municipal da Saúde solicita o imunizante à Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), responsável por encaminhar as doses à unidade onde será feita a aplicação. Portanto, somente após esse fluxo a criança recebe o medicamento.
No caso dos bebês prematuros internados em outros equipamentos da rede materno-infantil, o procedimento segue o mesmo protocolo. Além disso, o Programa Estadual de Imunização do Ceará acompanha todo o processo para garantir segurança e rastreabilidade.
Quem tem direito
Entre as comorbidades contempladas estão:
- Doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia);
- Cardiopatia congênita;
- Anomalias congênitas das vias aéreas;
- Doença neuromuscular;
- Fibrose cística;
- Imunocomprometimento grave, inato ou adquirido;
- Síndrome de Down.
Com a medida, a Prefeitura busca reduzir internações e evitar quadros respiratórios graves. Assim, a estratégia reforça a proteção das crianças mais vulneráveis justamente no período de maior risco.
