
O músico brasileiro Max Cavalera anunciou, ao lado da esposa Gloria Cavalera, a morte de Christina Stojanović, filha que o casal criou como parte central da família. A mensagem conjunta nas redes sociais rapidamente comoveu fãs do metal no Brasil e no exterior.
No comunicado, a família afirmou: “É com profunda tristeza e pesar que Max, Gloria e toda a família Cavalera anunciam o falecimento de sua amada filha, irmã e mãe, Christina”. Em seguida, destacou que, após longa batalha contra a doença, ela encontrou paz ao lado dos filhos Adam e Moses e do irmão Dana. A família não divulgou a causa da morte.
Embora não fosse filha biológica do casal, Christina sempre ocupou lugar definitivo na história dos Cavalera. Além disso, o site oficial de Gloria já a descrevia como presença constante na rotina da casa e do trabalho. Ela colaborava tanto nas tarefas do dia a dia quanto nas atividades ligadas à promoção de bandas.
Vida nos bastidores do metal
Christina construiu uma trajetória sólida no universo do heavy metal. Entre 1997 e 2021, atuou como tour manager e assistente da banda Soulfly. Assim, acompanhou turnês internacionais e viveu intensamente a rotina de palcos que iam do circuito underground às grandes arenas.
Discreta, mas essencial, ela abriu caminhos dentro de uma cena marcada por intensidade e resistência. Por isso, tornou-se referência para mulheres que buscaram espaço na indústria musical.
Quando a dor vira arte
A vida também impôs perdas profundas. Seu filho Moses morreu aos oito meses. Diante disso, a família transformou o luto em homenagem. A canção “Moses”, do Soulfly, nasceu dessa dor. Além disso, o episódio influenciou a criação do álbum “Dark Ages”, lançado após a saída de Max Cavalera do Sepultura. O período marcou uma fase de forte transformação artística e pessoal.
Na homenagem, a família ressaltou o legado deixado por Christina. Ela deixa duas filhas, seis irmãos — Nick, Jonathan, Richie, Jason, Zyon e Igor — e a irmã Roxanne.
“Christina será para sempre lembrada como uma pioneira no mundo da música metal, punk e rock”, destacou o texto. Segundo a família, ela trilhou seu caminho do underground aos estádios e inspirou mulheres na indústria musical.
Presença inesquecível
Mais do que sua atuação profissional, Christina marcou pela personalidade. De acordo com o comunicado, ela tinha “um sorriso que iluminava qualquer ambiente” e uma força de espírito notável.
Por fim, a família pediu respeito e privacidade neste momento de luto. Não informou detalhes sobre velório ou cerimônia de despedida.
Entre palcos, estradas e memórias, Christina deixa um legado que continua a ecoar na história do metal.

