O vereador David Esmael (Republicanos), que se posicionou como oposição ao financiamento público do carnaval, foi acusado de demagogia pelo vereador Armandinho Fontoura (PL) durante sessão na Câmara Municipal. O confronto ocorreu em plenário e marcou mais um capítulo do debate sobre o uso de recursos públicos em eventos culturais.
Segundo Armandinho, a proposta de retirar verba da festa ignora o caráter plural da cidade e tenta dividir a cultura por critérios ideológicos. Além disso, ele afirmou que recursos públicos são pagos por todos e, portanto, devem atender toda a sociedade.
Por outro lado, David Esmael tem defendido que o município priorize áreas consideradas essenciais, como saúde e educação, em vez de investir no carnaval. A divergência, assim, evidencia visões distintas sobre o papel do poder público no incentivo às manifestações culturais.
O tema deve continuar gerando discussões nas próximas sessões, especialmente diante do impacto econômico e simbólico que o carnaval representa para Vitória.
“Recursos públicos são de todos”
Armandinho destacou que o dinheiro público é pago por toda a sociedade. Segundo ele, contribuem evangélicos, católicos, trabalhadores e famílias inteiras. Portanto, na avaliação do parlamentar, os investimentos precisam contemplar a coletividade, e não apenas preferências individuais.
Além disso, ele reforçou que governar exige responsabilidade com a pluralidade. Para o vereador, não cabe dividir manifestações culturais com base em ideologia.
Cultura plural, investimento plural
O parlamentar afirmou que defende respeito ao dinheiro público, mas também respeito à diversidade cultural. Nesse sentido, declarou que tanto eventos gospel quanto o carnaval e outras manifestações populares merecem apoio institucional.
De acordo com Armandinho, a sociedade é diversa. Por isso, quem ocupa cargo público deve governar para todos, sem preconceito e sem seletividade cultural.
Defesa do Carnaval de Vitória
O vereador também saiu em defesa direta do Carnaval de Vitória. Ele afirmou que não aceitará ataques à festa, nem a eventos como o Jesus Vida Verão ou qualquer outra expressão cultural da capital.
Para Armandinho, o carnaval fortalece a identidade da cidade e movimenta a economia local. Por isso, garantiu que continuará defendendo cada manifestação cultural que represente a população.
O debate sobre o financiamento público de eventos culturais deve continuar nas próximas sessões da Câmara. Enquanto isso, a discussão evidencia diferentes visões sobre prioridades orçamentárias e o papel do poder público na promoção da cultura.
