
Um bebê de 1 ano e 9 meses está internado no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, após sofrer queimaduras de segundo grau nos dois pés. O caso aconteceu na sexta-feira (7), depois de a criança passar o dia na creche particular Espaço Ver Crescer, localizada no município da Serra, na Grande Vitória.
Segundo a mãe do menino, Stefani Schaffer, os pais receberam um chamado da instituição durante a tarde. Ao chegarem ao local, por volta das 16h, perceberam que o filho apresentava ferimentos nos pés e, em seguida, o levaram para atendimento médico.
De acordo com os médicos que avaliaram a criança, as lesões correspondem a queimaduras de segundo grau.
Relato da mãe aponta demora no socorro
Stefani contou que a creche informou que o piso estava muito quente e que uma funcionária teria levado a criança para a varanda para tomar banho de mangueira. No entanto, segundo ela, o menino teria caminhado até uma área exposta ao sol e queimado os pés.
“Quando eu cheguei, me falaram que estava muito quente e que a tia levou ele para a varanda para tomar banho de mangueira. Só que tem uma parte que bate sol, mas aconteceu alguma coisa que ele foi até essa parte muito quente, pisou e queimou os pés”, relatou.
A mãe afirmou ainda que o filho teria permanecido por cerca de uma hora sentindo dor até que a família fosse acionada.
“Eles tinham que ter levado meu filho de imediato para o hospital. Isso aconteceu 15h, eu cheguei lá 16h e ele ficou uma hora lá chorando de dor”, declarou.
Stefani também questionou a explicação apresentada pela creche. “Essa explicação de que ele apenas queimou rápido não convenceu nem os médicos. Só ele ter pisado no quente não foi”, completou.
O bebê segue internado e, até a última atualização, não havia previsão de alta.
O que diz a creche
Em nota, a advogada da creche Espaço Ver Crescer informou que houve uma ocorrência envolvendo um menor durante atividades recreativas. Segundo a defesa, a equipe prestou atendimento assim que percebeu a situação.
Além disso, a creche afirmou que comunicou os responsáveis prontamente e adotou as providências cabíveis. A instituição declarou que realiza apuração interna e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A nota também destaca que, por envolver menor de idade, não divulgará informações detalhadas sobre o caso, em respeito à legislação vigente.
Investigação corre sob sigilo
A Polícia Civil do Espírito Santo informou que a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) investiga o caso. Como a ocorrência envolve menor de idade, o procedimento tramita sob sigilo.
As autoridades não divulgaram prazos para conclusão da investigação.
