Dólar cai a R$ 5,18 e fecha em menor valor desde maio de 2024

Dólar cai abaixo de R$ 5,20 e registra o menor valor desde maio de 2024. Ibovespa sobe com apoio das blue chips e cenário externo influencia o mercado.

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O dólar encerrou a segunda-feira (9) em queda firme e fechou abaixo de R$ 5,20. Isso ocorreu em meio a um forte fluxo de investimentos para países emergentes, como o Brasil.

A moeda norte-americana recuou 0,59% e terminou o dia cotada a R$ 5,1886. Assim, registrou o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024. No acumulado do ano, a divisa já soma queda de 5,47%.

Enquanto isso, o mercado de ações operou em alta. Com isso, o Ibovespa avançou puxado pelas blue chips Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco.

Às 17h18, o principal índice da Bolsa brasileira subia 1,76%, aos 186.127,57 pontos. Por outro lado, as ações do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas após a divulgação do balanço trimestral.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus. Segundo o relatório, a projeção para a inflação de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%.

De acordo com análise técnica do BB Investimentos, o Ibovespa segue em tendência de alta. No entanto, o comportamento recente indica possível perda de força no movimento.

Segundo o relatório, o índice encontra resistência próxima dos 187,5 mil pontos. Ao mesmo tempo, o suporte imediato aparece em torno de 182 mil pontos.

No cenário externo, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Por isso, investidores mantiveram postura cautelosa.

Para a Ágora Investimentos, o ambiente internacional pode trazer volatilidade adicional aos ativos locais. Assim, o mercado segue atento à divulgação de novos indicadores econômicos.

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de quase R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre. O resultado representa crescimento de 40,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita do banco avançou 35,1% e alcançou recorde de R$ 9,09 bilhões. Além disso, o retorno sobre o patrimônio (ROAE) subiu para 27,6%.

No exterior, a China adotou uma medida relevante. O país orientou seus bancos a reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

A decisão busca diminuir a exposição chinesa a ativos americanos. Atualmente, a China detém cerca de US$ 850 bilhões em treasuries, sendo US$ 300 bilhões nas mãos de bancos.