Entre agulhas e memórias, Bernardo transforma o vinil em um legado musical em Cachoeiro

Entre a nostalgia do som analógico e a paixão que atravessa gerações, colecionador reúne 40 mil discos e mantém viva a magia do LP no Sul do Espírito Santo

- Foto: Divulgação

Apaixonado por música desde a infância, Bernardo Freitas Fonseca transformou o gosto pessoal em um verdadeiro estilo de vida. Morador de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, ele se consolidou como um dos maiores colecionadores de discos de vinil da região, reunindo atualmente um acervo impressionante de cerca de 40 mil LPs.

Influência familiar e primeiros sons

Desde cedo, a música fez parte do cotidiano de Bernardo. Ainda criança, ele teve contato com universos sonoros distintos dentro de casa. Enquanto a mãe o apresentava à música clássica, o pai o aproximava do rock. Além disso, o lar contava com equipamentos profissionais de som, o que fortaleceu a conexão com a música em formato físico e criou uma relação afetiva duradoura.

O primeiro disco e o início da coleção

Com o tempo, a curiosidade virou paixão. O ponto de virada aconteceu quando Bernardo adquiriu seu primeiro disco de vinil, um álbum dos Paralamas do Sucesso. A partir desse momento, a coleção passou a crescer de forma constante. Sempre guiado pela pesquisa e pelo prazer de ouvir música com qualidade, ele transformou o hobby em um projeto de vida.

A retomada do vinil como experiência cultural

Atualmente, Bernardo observa um aumento significativo na procura por discos de vinil. Embora exista um interesse comercial envolvido, ele destaca que o principal fator é cultural. Para o colecionador, o LP oferece uma experiência que vai além da música. As capas elaboradas, a arte gráfica valorizada e, principalmente, a qualidade sonora analógica tornam o vinil único em comparação aos formatos digitais.

“O vinil não é apenas ouvir música. É um ritual, um momento. Desde tirar o disco da capa até ouvir cada faixa com atenção”, explica.

Mercado, preços e raridades

Apesar da valorização do formato, Bernardo reconhece que o mercado de vinis sempre foi caro. No entanto, ele acredita que a retomada da produção e o surgimento de novas fábricas podem ajudar a equilibrar os preços, seguindo a lógica da oferta e da procura. Ainda assim, algumas relíquias continuam com valores elevados, especialmente discos raros e edições históricas.

Gêneros que marcam a coleção

Ao longo dos anos, a coleção ganhou identidade própria. Os gêneros predominantes são Rock, Blues, MPB e Soul Music, refletindo tanto as influências familiares quanto o gosto musical desenvolvido ao longo da vida.

A curiosidade da nova geração

Além disso, Bernardo destaca o interesse crescente da nova geração. Segundo ele, muitos jovens que gostam de música buscam entender como funciona o universo dos vinis, seja por curiosidade ou pelo desejo de consumir música de forma mais consciente e sensorial.

Conselho para novos colecionadores

Para quem pensa em iniciar uma coleção, o colecionador deixa um conselho direto: foco e pesquisa. “É importante definir um estilo para começar e, aos poucos, explorar outros caminhos. O universo dos vinis é infinito”, afirma.

Por fim, quem quiser conversar com Bernardo Freitas Fonseca sobre discos, música ou colecionismo pode entrar em contato pelo telefone (28) 99924-2171.