
A Polícia Civil prendeu uma mulher de 55 anos nesta segunda-feira (9), em Guararema, na Grande São Paulo, suspeita de vender as próprias netas, todas menores de idade, para uma rede de exploração sexual infantil. Segundo os investigadores, a mulher recebia pagamentos em troca do acesso às crianças, que sofreram abusos reiterados ao longo dos últimos anos.
De acordo com o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher exercia papel central no esquema. Ela permitia, facilitava e negociava a exploração sexual das meninas, rompendo qualquer dever legal e moral de proteção familiar.
Três vítimas identificadas e histórico de abusos
As investigações identificaram três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso sexual e exploração continuada. Segundo a Polícia Civil, os crimes ocorreram de forma recorrente, o que indica habitualidade e não episódios isolados.
Além disso, os investigadores apontam que a mulher tinha plena consciência dos abusos e, ainda assim, lucrava com a violência, o que agrava sua responsabilidade criminal.
Investigação começou em 2025
O inquérito policial teve início em outubro de 2025, após denúncias que levantaram suspeitas sobre a situação das crianças. Desde então, a polícia reuniu depoimentos, provas técnicas e materiais que confirmaram a existência de uma estrutura criminosa voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a organização atuava de forma coordenada, com divisão de funções e uso de estratégias para dificultar a identificação dos crimes.
Operação “Apertem os Cintos”
A prisão da mulher ocorreu durante a Operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP. A ação cumpriu mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados.
Ao todo, 32 policiais civis participaram da operação, com apoio de 14 viaturas. Durante as diligências, os agentes apreenderam materiais que agora passam por análise pericial.
Crimes investigados e gravidade jurídica
A Polícia Civil investiga crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, exploração sexual de criança e adolescente, aliciamento, coação, stalking, além de outras infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo os investigadores, o envolvimento direto de um familiar amplia a gravidade do caso, pois rompe o vínculo de confiança essencial à proteção de crianças e adolescentes.
Defesa ainda não se manifestou
Até a última atualização, a defesa da mulher presa não se manifestou. O espaço segue aberto.
O caso segue sob investigação, e a polícia não descarta novas prisões.
