
A Polícia Civil prendeu um piloto no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, suspeito de integrar um esquema de exploração sexual de meninas. Segundo as investigações, ele recebia dinheiro para intermediar a entrega das vítimas a terceiros, prática considerada crime grave pela legislação brasileira.
De acordo com os investigadores, o piloto usava sua rotina profissional e sua rede de contatos para facilitar a atuação do esquema. Além disso, há indícios de que ele mantinha comunicação frequente com outros envolvidos, o que reforça a suspeita de participação ativa na organização criminosa.
Investigação aponta atuação estruturada
As apurações indicam que o esquema funcionava de forma organizada e com divisão de tarefas. Enquanto outros integrantes ficavam responsáveis pelo aliciamento das vítimas, o piloto atuava como intermediário financeiro, recebendo valores e repassando informações logísticas.
A polícia também apura se o suspeito utilizava viagens e deslocamentos ligados à aviação para facilitar encontros ou ocultar a movimentação das vítimas. Por isso, os investigadores analisam celulares, registros bancários e trocas de mensagens apreendidos durante a operação.
Crime grave e penas elevadas
A exploração sexual de crianças e adolescentes está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pode resultar em penas superiores a dez anos de prisão. Caso a Justiça confirme o envolvimento direto do piloto, ele poderá responder ainda por associação criminosa e outros crimes correlatos.
Para preservar as vítimas, a polícia mantém o inquérito sob sigilo e não divulgou detalhes como idade, local de aliciamento ou número de meninas envolvidas.
Denúncias são fundamentais
As autoridades reforçam que denúncias são essenciais para identificar e desarticular redes de exploração sexual. Informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque 100, canal nacional de proteção a crianças e adolescentes.
