
Uma mulher de 33 anos foi mantida em cárcere privado por mais de dez dias em uma casa no Condomínio Privê, em Ceilândia, no Distrito Federal, após ser dopada com álcool e medicamentos. A Polícia Civil prendeu o suspeito em flagrante.
O autor do crime é Ilvando Fernandes da Silva, de 65 anos, catador de materiais recicláveis. Segundo a investigação, ele trancou a vítima no imóvel e usou substâncias para mantê-la debilitada, impedindo qualquer reação ou pedido de socorro.
Desaparecimento registrado pela família
A vítima estava desaparecida desde 24 de janeiro. Na data, conforme relato de familiares, ela saiu de casa, no Setor O, em Ceilândia, para buscar a carteira de identidade, que havia ficado pronta. No entanto, ela não retornou para casa.
Diante do sumiço, parentes decidiram registrar um boletim de ocorrência, o que deu início às buscas e às investigações policiais.
Dopagem facilitou o cativeiro
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito oferecia bebidas alcoólicas misturadas com remédios de forma recorrente. Com isso, a vítima permanecia em estado de confusão mental, sonolência e fraqueza física.
Além disso, a dopagem reduziu a capacidade de resistência da mulher. Dessa forma, o agressor conseguiu manter o cárcere por vários dias.
Prisão em flagrante e apreensão de armas
Após receber informações sobre o paradeiro da vítima, a polícia iniciou diligências e localizou o imóvel. Em seguida, os agentes prenderam Ilvando Fernandes da Silva em flagrante e o conduziram à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) II, em Ceilândia.
Durante a ação, policiais militares encontraram uma espingarda, munições deflagradas e três facas na residência. Todo o material foi apreendido e também encaminhado à Deam II, que investiga o caso.

Atendimento à vítima e novas apurações
Após o resgate, a mulher recebeu atendimento médico e psicológico. Enquanto isso, as autoridades adotaram medidas de proteção para garantir a segurança da vítima.
Além do crime de cárcere privado, a Polícia Civil apura a possível ocorrência de outros delitos, como violência psicológica e ameaças. Da mesma forma, os investigadores analisam se o suspeito já praticou crimes semelhantes.
Alerta à população
Por fim, o caso reforça o alerta para situações de violência contra a mulher, especialmente quando há sinais de isolamento forçado ou desaparecimento repentino.
Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia.
