
A mãe e o padrasto de uma bebê de 7 meses foram presos após a criança ser encontrada com lesões no rosto, incluindo marcas compatíveis com mordidas, em Vila Velha, na noite de terça-feira (3).
Para preservar a identidade da vítima, os nomes dos envolvidos e o bairro onde o crime ocorreu não foram divulgados, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a Polícia Militar, a corporação recebeu dois acionamentos relacionados ao caso. Um foi feito pela mãe da criança, de 19 anos, que alegou estar sendo coagida pela família paterna a entregar a filha. O outro foi feito pela avó paterna, de 40 anos, após receber imagens da neta com diversas lesões corporais, inclusive marcas compatíveis com mordidas.

Os policiais foram até a residência onde os suspeitos moravam e encontraram a bebê sob os cuidados do padrasto, de 20 anos. As lesões foram confirmadas pelos agentes, que acionaram o Conselho Tutelar. Uma conselheira orientou que a criança fosse entregue ao pai, que também deveria levá-la para atendimento médico e registrar boletim de ocorrência.
Questionada sobre os ferimentos, a mãe afirmou que as marcas teriam sido causadas por mordidas “em tom de brincadeira” feitas por ela mesma. Em mensagens enviadas à avó da criança, no entanto, a mãe relatou que o padrasto também mordia a bebê “por brincadeira” e que a menina teria sofrido uma queda da cama.
Durante o atendimento da ocorrência, vizinhos relataram à polícia que ouviam diariamente o choro intenso da criança, aparentemente abafado, vindo da residência.
A bebê foi entregue ao pai, e a mãe e o padrasto foram levados à Delegacia Regional de Vila Velha. Segundo apuração do repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, a mãe foi autuada por lesão corporal, enquanto o padrasto foi autuado com base na Lei Henry Borel, por deixar de comunicar crime cometido contra a criança.
