Enquanto o prefeito de Marataízes, Toninho Bitencourt, segue descumprindo compromissos políticos, rompendo acordos e ampliando o desgaste interno de sua gestão, ao mesmo tempo um nome permanece convenientemente fora do centro do debate. Trata-se de Gutemberg dos Santos Souza, secretário municipal de Administração.
No entanto, isso precisa mudar.
Gutemberg não é um figurante. Ao contrário, ele ocupa uma das pastas mais estratégicas do governo. Administração significa comando, planejamento e execução. Por isso, quando a máquina pública não funciona, o secretário da área não pode se esconder atrás do silêncio.
INSATISFAÇÃO DE BASTIDORES NÃO GOVERNA CIDADE
Fontes internas da própria administração revelam que Gutemberg estaria insatisfeito com o não cumprimento dos acordos que o levaram ao governo. Entre eles, estaria a promessa de ascensão à Procuradoria-Geral do Município.
A frustração, segundo relatos, é real. Entretanto, ela permanece confinada aos corredores da prefeitura. Na prática, isso não produz efeito algum para a cidade.
Se o acordo foi rompido, se houve engano e se a palavra do prefeito não foi cumprida, a pergunta se impõe:
afinal, por que Gutemberg continua no cargo?
SILÊNCIO, NESSE CASO, É CONIVÊNCIA
Ao permanecer como secretário, Gutemberg assume integralmente a responsabilidade pela condução administrativa do município. Reclamar em voz baixa, por mais conveniente que seja, não o isenta de nada.
Pelo contrário, o silêncio o transforma em cúmplice.
A desorganização, a falta de planejamento e a ineficiência que marcam a atual gestão passam, necessariamente, pela Secretaria de Administração. Assim, não há como dissociar o cargo ocupado dos resultados entregues.
Quem permanece no posto aceita as regras do jogo. Logo, responde por seus efeitos — ou pela ausência deles.
ESTRATÉGIA DE BLINDAGEM OU COVARDIA POLÍTICA?
Além disso, surge uma dúvida legítima. Essas reclamações existem de fato ou seriam apenas uma tentativa de blindagem futura?
O discurso do “eu avisei” costuma aparecer quando o barco já está afundando. Nesse contexto, trata-se de uma estratégia conhecida, usada para tentar escapar do julgamento público quando a gestão fracassa.
Contudo, gestão pública não se faz com lamentos privados. Faz-se com decisões públicas e posições claras.
DUAS SAÍDAS. E SOMENTE DUAS.
Diante desse cenário, Gutemberg Souza tem apenas dois caminhos possíveis.
O primeiro é sair do governo e denunciar publicamente o descumprimento dos acordos, assumindo, assim, uma postura ética, transparente e coerente com o discurso que circula nos bastidores.
O segundo é permanecer no cargo e aceitar que sua continuidade o torna corresponsável pelo fracasso administrativo de Marataízes.
Não há terceira via. Reclamar em silêncio enquanto ocupa a cadeira é, antes de tudo, hipocrisia política.
MARATAÍZES PRECISA DE AÇÃO, NÃO DE LAMENTO
A população de Marataízes não precisa de um secretário insatisfeito. Antes de tudo, precisa de um secretário que aja. Ou então, de alguém que tenha coragem de sair e dizer a verdade.
Até aqui, Gutemberg Souza não fez nem uma coisa, nem outra. Enquanto isso, a crise avança.
E, mais uma vez, o silêncio fala alto.
