Republicanos rompem fileiras e se unem aos democratas contra Kristi Noem

Parlamentares dos dois partidos acusam a secretária de abusos, má gestão e uso político do ICE.

Donald Trump ficou famoso ao demitir participantes no reality show O Aprendiz. Na Presidência, porém, evita afastar aliados, mesmo diante de erros graves.

É o caso da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. À frente de uma política anti-imigração marcada por excessos, ela agravou sua situação ao classificar como “terrorista doméstico” o enfermeiro Alex Pretti, morto por agentes federais em Minneapolis.

A versão apresentada gerou reação imediata no Congresso. Democratas e republicanos passaram a defender sua renúncia e discutem a abertura de um processo de impeachment.

Trump resistiu às pressões, mas sinalizou desconforto. Enviou o czar da fronteira, Tom Homan, a Minnesota, afastando aliados diretos de Noem da condução da crise local.

Apelidada de “Barbie do ICE”, a secretária saiu politicamente desgastada. Ainda assim, permanece no cargo graças à lealdade demonstrada ao presidente.

O episódio abalou a política de deportações em massa, pilar do governo. As mortes em Minneapolis e a prisão de uma criança de cinco anos ampliaram a reação no Congresso, inclusive entre republicanos.

“Ela deveria ser demitida. É amadorismo”, afirmou o senador Thom Tillis. Sob pressão crescente, Trump teria recomendado suavizar a atuação federal no estado.

Kristi Noem segue no cargo, mas foi escanteada para lidar com os efeitos da onda de frio extremo, enquanto sua permanência permanece sob questionamento.