Os organizadores afirmam que a exigência de análise prévia do município para parcerias privadas engessa os desfiles e dificulta o custeio da festa. A Prefeitura nega qualquer proibição e diz que a medida busca organizar o evento, além de anunciar uma premiação inédita para as agremiações.
A polêmica surgiu após a administração municipal determinar que toda parceria firmada pelos blocos com empresas privadas passe, obrigatoriamente, por avaliação do Executivo. A regra vale para os desfiles realizados, principalmente, nas vias do Centro da Capital.
Em janeiro, a Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV) publicou um edital que define as normas para a comercialização de patrocínios tanto do desfile das escolas de samba quanto do Carnaval de rua. O documento regulamenta o chamado “Circuito da Folia”, que concentra atrações responsáveis por conduzir o público do Centro até o Sambão do Povo.
Pelo regulamento, as apresentações no Centro devem encerrar até as 19h, horário limite estabelecido pela Prefeitura. Após esse período, a programação segue para o Sambão do Povo, onde ocorrem os principais desfiles e shows da noite.
Enquanto os blocos alegam perda de autonomia e dificuldades para fechar apoios financeiros, o Executivo municipal sustenta que não impede patrocínios e afirma que a iniciativa busca garantir organização, segurança e equilíbrio na ocupação dos espaços públicos durante o Carnaval.
