Casos de câncer de pele saltam de 4 mil para mais de 72 mil em 10

Especialistas alertam para aumento dos casos e reforçam a importância da proteção solar e do diagnóstico precoce.

Casos de câncer de pele saltaram de 4 mil para mais de 72 mil no Brasil em 10 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Além disso, o crescimento se tornou mais expressivo a partir de 2018, após mudanças nos registros de exames laboratoriais.

Em 2024, Espírito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking nacional de casos por 100 mil habitantes, seguidos por Rondônia (85,11). Isso ocorre porque a população está mais exposta ao sol, envelhece e tem maior predominância de pessoas de pele clara.

Usuários do SUS ainda enfrentam dificuldade para agendar consultas com dermatologistas. Por outro lado, o setor privado mantém maior disponibilidade, aumentando a chance de diagnóstico precoce.

A desigualdade no acesso reflete na complexidade do tratamento. Pacientes do Norte e Nordeste podem esperar mais de 60 dias para iniciar a terapêutica. Enquanto isso, no Sul e Sudeste, o tempo é de até 30 dias. Consequentemente, diagnósticos tardios aumentam a necessidade de procedimentos invasivos.

A SBD recomenda ampliar a prevenção, facilitar o acesso ao protetor solar e reforçar o diagnóstico precoce. Além disso, a entidade apoia a inclusão do filtro solar na lista de itens essenciais da Reforma Tributária. Por fim, os dados devem orientar políticas públicas e regulamentações da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no SUS.