Construção da terceira ponte de Colatina exige desapropriações em áreas públicas

Obra impactará Centro, Lacê e São Silvano, com ajustes em ruas e avenidas e indenizações para afetados

- Foto: ilustrativa

A construção da terceira Ponte de Colatina vai exigir a desapropriação de áreas consideradas de utilidade pública em diferentes regiões do município. O detalhamento consta em decreto do Governo do Estado e envolve trechos do Centro, além das regiões de Lacê e São Silvano, onde serão implantados acessos, saídas e conexões do novo complexo viário.

Segundo o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), as desapropriações são necessárias para viabilizar a estrutura da ponte e a ampliação ou adequação das vias que farão a ligação entre as duas margens do Rio Doce, incluindo conexões com a BR-259 e a ES-080.

Áreas que serão desapropriadas

Margem Sul – Região Central

As intervenções previstas atingem trechos das seguintes vias e espaços públicos:

  • Praça Principal
  • Avenida Getúlio Vargas
  • Travessa Nilo Peçanha
  • Rua José Francisco de Souza
  • Rua Elsa Benetti Machado
  • Avenida Prefeito José Zouain

Margem Norte – Regiões de Lacê e São Silvano

Nesta área, onde ficará parte importante dos acessos da nova ponte, as desapropriações envolvem:

  • Avenida Brasil
  • Rua Bolívar de Abreu
  • Rodovia Gether Lopes de Farias
  • Avenida Fidelis Ferrari
  • Rua Luís Simonassi
  • Rua Arminda Sacci
  • Rua Jonas Simonassi
  • Rua Mário José Ferrari

Conexão com a BR-259 e ES-080

Para garantir a integração do novo eixo viário com as rodovias estaduais e federais, também estão incluídas:

  • Rua Luís Simonassi
  • Avenida Jequitibá

O que muda para moradores e comerciantes?

De acordo com o DER-ES, as desapropriações não significam, necessariamente, a eliminação total de ruas ou avenidas. Em muitos casos, as intervenções envolvem:

  • ajustes de traçado,
  • alargamento de vias,
  • adequação de margens,
  • realocação parcial de estruturas.

“O objetivo é garantir a implantação da obra sem interromper totalmente o tráfego, promovendo adaptações urbanas quando necessário”, informou o órgão estadual.

Nos casos em que áreas particulares forem atingidas, o decreto prevê indenização aos proprietários, conforme determina a legislação, assegurando os direitos legais dos afetados.

Obra estratégica para a mobilidade

As desapropriações fazem parte do planejamento do complexo viário de mais de 12 quilômetros, que inclui a nova ponte e seus acessos. Com a obra concluída, o tráfego será redistribuído:

  • a Ponte Florentino Avidos ficará com fluxo no sentido Centro;
  • a terceira ponte concentrará o tráfego em direção a Lacê e São Silvano.

FONTE: ES FALA