Chefe anti-imigração nos EUA é afastado após morte de enfermeiro

Decisão ocorre após investigação sobre incidentes envolvendo detenção de imigrantes e consequências fatais para profissionais de saúde.

Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, deixará o posto após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por um agente federal durante uma operação. O incidente ocorreu duas semanas depois de outra morte de um cidadão americano na cidade.

Bovino ocupou cargos de comando no governo Trump e ganhou destaque por aplicar políticas de deportação rígidas. Após o episódio, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que Pretti representava uma ameaça. Além disso, Bovino endossou a declaração e disse, sem apresentar provas, que o enfermeiro planejava um “massacre” contra policiais.

O New York Times analisou vídeos que mostram Pretti desarmado. Ele segurava apenas um celular, sete agentes o cercaram e o derrubaram no chão, quando um deles disparou contra ele. Assim, o caso gerou críticas de autoridades locais e manifestações contra operações federais.

O governador de Minnesota, Tim Walz, chamou as imagens de “revoltantes” e afirmou que o estado não confia no governo federal para conduzir a investigação. Enquanto isso, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, questionou quantos moradores ainda precisarão morrer para que as operações terminem.

Bovino deve retornar à Califórnia, próximo da aposentadoria. No entanto, a Casa Branca afirmou que ele continua como “peça fundamental” da equipe de Trump.