Vitória instala CPI da Sonegação Fiscal e alerta para impacto bilionário

A Câmara Municipal de Vitória vai instalar a CPI da Sonegação Fiscal Municipal. A decisão ocorre após o requerimento apresentado pelo vereador Armandinho Fontoura alcançar o número regimental de assinaturas.

Com isso, o Legislativo avança para uma nova fase de apuração. A comissão será formada por sete vereadores e terá, como foco central, investigar possíveis práticas de sonegação de tributos no âmbito do município.

CONHEÇAM OS VEREADORES QUE ASSINARAM A INSTALAÇÃO DA CPI:

Aylton Dadalto (Republicanos)
Aylton Dadalto nasceu em Vitória em 1994 e é advogado, formado na Faculdade de Direito de Vitória e pós-graduado em Gestão Pública, Direito Público e Segurança Pública. Elegeu-se pela primeira vez em 2024.

 
Baiano do Salão (PODE)
Orlandino Rodrigues de Souza nasceu em 1973, na Bahia, e há 36 anos mudou-se para Vitória. Reside no Bairro da Penha. É formado em Administração e Direito e líder comunitário há 18 anos.
Armandinho Fontoura (PL)
Armandinho Fontoura nasceu em 1991, em Vitória. É formado em Gestão Pública e empresário. Desde muito novo se interessou pela política. Foi eleito vereador em 2020 e reeleito em 2024.
João Flávio (MDB)
Nasceu em 1980 e cresceu no Bairro Bonfim, onde foi líder comunitário por três mandatos consecutivos. Casado, pai de uma menina, possui Ensino Médio completo. Trabalhou como motorista e no MP-ES.
Camillo Neves (PP)
Nasceu em Vitória, em 1991, e é formado em Educação Física. É ex-atleta e bicampeão mundial de fut7 pela seleção brasileira. Foi vereador suplente na 19ª Legislatura e eleito vereador em 2024.

Professor Jocelino (PT)
Nasceu em 1991, no Centro, é professor da Rede Municipal de Vitória, sambista, militante das causas sociais, dos direitos humanos e culturais. É formado em Pedagogia e mestre em Educação pela Ufes.
Maurício Leite (PRD)
Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e mora em Jardim Camburi há 42 anos, onde se casou e criou os três filhos. Cumpriu três mandatos na Câmara de Vitória a partir de 1999 e foi reeleito em 2024.

Além disso, a criação da CPI ganha ainda mais relevância diante do avanço das investigações conduzidas pelo Ministério Público do Espírito Santo. Em julho de 2025, o Gaeco deflagrou as operações Honos, Eagle e Chess, que apontaram indícios de corrupção, pagamento de propinas e interferências em fiscalizações tributárias.

Nesse contexto, Armandinho Fontoura afirma que os fatos revelados pelas operações acendem um sinal de alerta para a realidade municipal da capital. Segundo ele, eventuais fragilidades no sistema de controle podem resultar em prejuízos bilionários aos cofres públicos.

Da mesma forma, o vereador destaca que a sonegação fiscal não se limita à evasão de receitas. Em geral, esse tipo de prática caminha lado a lado com outros crimes. Entre eles, lavagem de dinheiro, corrupção e até tráfico de drogas.

Por isso, Fontoura defende o aprofundamento das apurações. Para o parlamentar, somente uma investigação ampla e técnica será capaz de identificar responsabilidades e interromper possíveis esquemas estruturados.

Ao mesmo tempo, o impacto da sonegação recai diretamente sobre a população. Quando há perda de arrecadação, o município perde capacidade de investimento em áreas essenciais. Saúde, educação, infraestrutura e segurança pública acabam sendo afetadas.

Além desse cenário, a discussão se torna ainda mais sensível diante da reforma tributária nacional. A expectativa, conforme análises preliminares, é de redução da arrecadação de Vitória nos próximos anos, o que exige maior rigor na fiscalização.

Diante disso, Armandinho Fontoura garante que os trabalhos da CPI serão conduzidos com seriedade, celeridade e transparência. Segundo ele, não haverá seletividade nem proteção política.

“Assim, o objetivo é investigar, esclarecer e corrigir eventuais distorções, doa a quem doer”, pontua.

Por fim, o vereador informou que está à disposição da imprensa para entrevistas e esclarecimentos sobre a criação, os objetivos e o funcionamento da CPI da Sonegação Fiscal.