O número de mortos no incêndio que atingiu um grande complexo de apartamentos em Hong Kong subiu para 146, enquanto 79 pessoas seguem feridas. A confirmação foi feita neste domingo (30) pela polícia local, de acordo com a agência Reuters. As autoridades anunciaram que as buscas nos prédios destruídos devem continuar por 3 a 4 semanas, dada a complexidade da estrutura atingida.
Tragédia se espalhou em poucos minutos
O fogo começou na tarde de quarta-feira (26) e, à medida que as chamas avançavam, alcançou rapidamente sete dos oito blocos de 32 andares do complexo. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a velocidade impressionante com que o incêndio tomou conta das torres, deixando moradores sem possibilidade de fuga.
Andaimes de bambu entram em debate
Embora a causa ainda não tenha sido oficialmente determinada, as investigações iniciais indicam que o fogo pode ter se propagado com mais intensidade por conta dos tradicionais andaimes de bambu, muito utilizados na construção civil em Hong Kong.
Enquanto as autoridades avançam nas análises, cresce o questionamento sobre segurança e durabilidade dessa técnica centenária — que vem sendo gradualmente substituída desde março pelo governo por questões de risco.
Prisões reforçam linha de investigação
Pelo menos 11 pessoas foram presas, entre elas diretores da empreiteira responsável pelo complexo. As prisões reforçam a linha de apuração que tenta esclarecer se houve negligência, falhas estruturais ou descumprimento de normas de prevenção.
Tragédia lembra caso de Londres
Quando se observa a dimensão da destruição, o incêndio reacende memórias do desastre da Grenfell Tower, em Londres, em 2017, quando revestimentos inflamáveis contribuíram para a propagação das chamas. As comparações ajudam a contextualizar o impacto desta tragédia asiática e a urgência de revisões técnicas em megacondomínios verticais.
A matéria segue em atualização.
