
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), defendeu o endurecimento das punições para crimes de feminicídio. Durante entrevista, ele propôs a adoção de castração química e a fixação de pena mínima de 30 anos de prisão, sem direito a benefícios.
Além disso, Zema afirmou que o aumento do rigor penal é uma das formas mais eficazes de reduzir esse tipo de crime. Para reforçar o argumento, ele comparou a proposta com o endurecimento das penas para sequestro nas décadas de 1980 e 1990, período em que houve queda nos índices desse delito.
“Para o feminicídio, eu iria além de aumentar a pena e determinaria a castração química com pena mínima de 30 anos sem direito a qualquer benefício”, declarou o político em entrevista ao programa Canal Livre.
Propostas vão além do endurecimento penal
Além das mudanças na legislação, Zema também defendeu ações preventivas. Segundo ele, programas de conscientização nas escolas são essenciais, especialmente para crianças que convivem com violência doméstica. Nesse sentido, ele destacou que o ambiente familiar pode influenciar o comportamento futuro.
Ao mesmo tempo, o pré-candidato sugeriu a ampliação da rede de delegacias especializadas no atendimento à mulher. Ele também ressaltou a importância de aumentar a presença de agentes femininas nesses espaços, com o objetivo de oferecer mais acolhimento às vítimas.
“Como que uma mulher vai chegar e ter a liberdade de falar com um homem?”, questionou.
Cenário em Minas Gerais
Durante a entrevista, Zema reconheceu os números de feminicídio em Minas Gerais, estado que figura entre os que apresentam maiores índices absolutos no país, conforme dados do Ministério da Justiça.
Por outro lado, ele afirmou que parte desse cenário está relacionada às dificuldades fiscais enfrentadas no início de sua gestão, em 2019. Ainda assim, destacou que os indicadores começaram a apresentar queda nos últimos anos.










