Quem é a ex-consultora da Cacau Show suspeita de golpe contra franqueados

Lilmara Neto Oliveira é investigada por estelionato e fraude corporativa que resultou em prejuízo superior a R$ 240 mil contra empresários

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Franqueados denunciam suposta fraude que teria causado prejuízo de mais de R$ 240 mil

Franqueados da rede Cacau Show afirmam ter sofrido prejuízos superiores a R$ 240 mil em um suposto esquema de estelionato e fraude corporativa. Além disso, uma ex-consultora da rede aparece nas investigações como uma das principais suspeitas.

Atualmente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia, conduz as apurações do caso.

Empresários relatam desvios e dificuldades financeiras

Segundo os relatos apresentados à polícia, a ex-consultora exercia funções ligadas ao gerenciamento administrativo e financeiro das unidades. Dessa forma, ela atuava diretamente no controle do fluxo de caixa e na execução de pagamentos.

De acordo com os empresários, o suposto esquema começou em janeiro de 2024 sem despertar suspeitas imediatas. No entanto, quando eles identificaram as irregularidades, alguns já acumulavam dívidas expressivas e enfrentavam dificuldades para manter os negócios em funcionamento.

Além disso, os franqueados afirmam que a suspeita interrompeu o contato após o início das investigações e deixou de prestar esclarecimentos sobre as denúncias.

A reportagem procurou a ex-consultora para comentar as acusações. Entretanto, ela não respondeu aos contatos realizados até a publicação desta matéria.

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Suspeita já enfrentou outras investigações

A ex-consultora também respondeu a uma investigação por estelionato no Pará, em 2023. Contudo, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) arquivou o procedimento.

Segundo o órgão, o fato investigado não apresentava elementos suficientes para caracterizar crime, além de não haver provas capazes de confirmar a autoria.

Outro caso no Distrito Federal também terminou arquivado

Em outra ocasião, investigadores apuraram uma denúncia de um casal do Distrito Federal. Conforme o relato, a suspeita teria prometido “limpar o nome” dos denunciantes em troca de pagamento, mas não teria realizado o serviço.

Apesar da acusação, a Justiça arquivou o processo. Nesse caso, os comprovantes apresentados não identificavam a investigada como destinatária dos valores pagos.

Condenações por cheques sem pagamento

Por outro lado, a ex-consultora recebeu duas condenações na esfera cível relacionadas ao pagamento de créditos representados por cheques emitidos por ela e que não foram compensados.

Enquanto a investigação sobre a suposta fraude contra os franqueados segue em andamento, a Polícia Civil continua reunindo informações para esclarecer as denúncias e definir eventuais responsabilidades.

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