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Jonas entra no ciclo da "maldição do vice" em Cachoeiro-ES

Jonas entra no ciclo da "maldição do vice" em Cachoeiro-ES

Vice-prefeito Jonas Nogueira

  Por Jackson Rangel Vieira

  14.março.2019 às 18:49Atualizado em 18.março.2019 às 11:45

O vice-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, Jonas Nogueira (PP), entrou no ciclo da "maldição do vice". Não se conhece na história nenhum numero dois de chapa Executiva, na Capital Secreta do Mundo, como é conhecida a cidade de Roberto Carlos, tenha prosperado para tomar o lugar do titular em disputadas futuras, principalmente, quando se apresenta como opositor a si mesmo como representante do Governo.

Jonas Nogueira tem um perfil incomum ao de outros vices que ficaram em casa a pedido do prefeito ou por falta de oportunidade de assumir na ausência do Chefe do Executivo. Ele força buscar autoridade dentro da máquina administrativa, exigindo subordinação. O vice é o segundo na hierarquia do Executivo municipal. Só tem poder e atribuição caso o prefeito precise se ausentar por motivo de viagem, licença, ou tenha o mandato cassado.

Por discordar da gestão em que faz parte, Jonas tem levado debates para as redes sociais. Cobra satisfação de secretários e servidores públicos, o que qualquer cidadão pode fazer, não com o poder de obrigar por atribuição do seu cargo. A máquina, legalmente, só pode dar resposta direta ao prefeito, enquanto no exercício pleno do cargo. Essa empreitada produz um risco enorme ao capital político do vice.

Apesar de ser o segundo na hierarquia do Executivo, o vice só assume a função e poderes discricionários em condições especiais. Por conta dessa confusão e quase sempre o vice desejar o posto do titular que o ex-prefeito Roberto Valadão, então deputado federal, foi autor do projeto que acabaria com o o segundo na linha sucessória. Esse debate dormita nas Comissão do Congresso Nacional.

Em síntese, para fazer oposição ostensiva, com legitimidade, alguns formadores de opinião dentro da discussão proposta por Jonas, nas redes sociais, exigem que ele renuncie ao cargo. Conhecendo o perfil agudo do vice, não se pode duvidar que ele venha a formular a renúncia para se apresentar como opositor original e desvinculado da gestão em que não acredita mais, deixando a condição híbrida de ser contra ou a favor dele mesmo.

Jonas Nogueira precisará sair desse ciclo da "maldição do vice". Para tanto, tinha de deixar de ser vice e ser bem assessorado.


Fonte: folhadoes.com

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