Folha do ES
Ter, 28 de Jun

Home   Polícia     Mundo


O que já se sabe sobre o massacre racista em supermercado de Nova York

O que já se sabe sobre o massacre racista em supermercado de Nova York

Teoria racista da 'grande substituição' motivou autor do massacre racista em supermercado de Nova York. Antes confinada a grupos de supremacistas, tese de que raça branca será extinta passa a ser alardeada por políticos e comentaristas de extrema direita e ganha cada vez mais alcance

  Por Redação

  18.maio.2022 às 09:48

Um atirador matou 10 pessoas e deixou 3 feridas em um supermercado em Buffalo, cidade americana no estado de Nova York. O FBI classificou o episódio como um “crime de ódio” e um “ato de extremismo violento racialmente motivado”.

O presidente norte-americano descreveu o crime como um ato de “terrorismo doméstico”. “Um atirador solitário, equipado com armas de guerra e a alma repleta de ódio, matou dez pessoas inocentes a sangue frio”, declarou o presidente em Washington. “Nós devemos trabalhar juntos para combater o ódio que continua sendo uma mancha na alma da América”, disse Biden.

Payton Gendron, jovem branco de 18 anos fortemente armado, disparou contra várias pessoas em um supermercado de Buffalo. Além dos 10 mortos, três pessoas ficaram feridas. O local era conhecido por ser frequentado principalmente pela comunidade negra da região. Das vítimas, onze eram afro-americanas.

O agressor, que se entregou assim que a polícia chegou, foi detido e acusado de “morte com premeditação”. Ele usava capacete equipado com câmara para transmitir o seu crime ao vivo pela internet, colete à prova de balas e roupas de tipo militar.

Teoria racista da ‘grande substituição’

Payton S. Gendron planejou minuciosamente sua ação, detalhada num manifesto de 180 páginas postado na internet, em que ele não esconde ter se inspirado em autores de outras carnificinas. O atirador usou táticas utilizadas nos massacres perpetrados por Brenton Tarrat em duas mesquitas na Nova Zelândia, ou por Patrick Wood, num supermercado em El Paso, no Texas, para citar alguns de seus modelos.

Gendron se define como um lobo solitário, mas pertence a uma massa de radicais de direita que se reúnem em fóruns clandestinos na internet, ancorados na teoria racista e xenófoba conhecida como “a grande substituição”: pregam a tese de que a raça branca será extinta, substituída por pessoas negras, latinas e muçulmanas.

Concebida pelo filósofo francês Renaud Camus em 2012, essa doutrina conspiratória ultrapassou a fronteira do debate virtual entre nacionalistas brancos e passou a ser difundida por políticos e cultuada por proeminentes apresentadores e comentaristas da mídia conservadora dos EUA.


Fonte: Pragmatismo Político

Comentários Facebook


Facebook


Newsletter


Inscreva-se no boletim informativo da Folha do ES para obter suas atualizações e novidades semanais diretamente em seu e-mail.

© 2022 Folha do ES. Todos os direitos reservados.