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Falsa enfermeira é presa por vender vagas de cirurgia na rede pública

Falsa enfermeira é presa por vender vagas de cirurgia na rede pública

Além das vagas para cirurgia e UTI, a mulher vendia atestados, receitas e laudos médicos falsos desde 2018. Acusada dizia ser servidora

  Por Redação

  01.julho.2022 às 08:36

Uma falsa enfermeira acabou presa, nesta sexta-feira (1º/7), após vender vagas para cirurgia, marcação de exames e vagas na UTI da rede pública do Distrito Federal. A mulher apresentava-se como servidora da Secretaria de Saúde, mas os investigadores descobririam que a criminosa não tem vínculo com o órgão.

A investigações começaram em janeiro de 2022 pela Delegacia de Repressão à Corrupção (Decor), da Polícia Civil do DF (PCDF). A mulher faz parte de um grupo criminoso que afirmava ter poder para burlar a fila de espera dos hospitais públicos. Em alguns casos, após o recebimento dos valores, o grupo não cumpria o prometido.

Além das vagas para cirurgia e UTI, a acusada vendia atestados, receitas e laudos médicos falsos, inclusive com o fim de fraudar a concessão de aposentadoria por invalidez. Segundo os investigadores, a suposta enfermeira atuava desde 2018.

De acordo com a PCDF, a suspeita exerceu cargo comissionado na SES-DF entre 2013 e 2014 e se apresentava com vários nomes. Para receber os pagamentos, a autora indicava a conta bancária de terceiros, além de parentes e amigos, no intuito de ocultar a real identidade e despistar eventuais investigações policiais.

Além disso, a investigação encontrou uma pessoa com vínculo político que encaminhava pacientes à falsa enfermeira e prometia cargos de seu interesse.

A mulher foi presa temporariamente, enquanto as pessoas que emprestaram contas bancárias ou encaminharam pacientes acabaram alvo de busca e apreensão em suas residências no Gama, em Santa Maria e no Recanto das Emas.

Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato, falsificação de documento e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 24 anos de prisão.


Fonte: Metrópoles

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