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Merendeira diz que ajudou a esconder 50 alunos na cozinha durante ataque

Merendeira diz que ajudou a esconder 50 alunos na cozinha durante ataque

  Por Redação

  14.março.2019 às 09:28

Fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão', disse a merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes. Ataque deixou mortos na Escola Estadual Raul Brasil nesta quarta-feira (13).

Merendeira diz que ajudou a esconder 50 alunos na cozinha durante ataque; geladeira e freezer serviram de barricada

'Fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão', disse a merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes. Ataque deixou mortos na Escola Estadual Raul Brasil nesta quarta-feira (13).

A merendeira Silmara Cristina Silva de Moraes de 54 anos contou que ajudou a esconder 50 estudantes na cozinha durante ataque que matou alunos e um funcionário da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Dois criminosos encapuzados atiraram em alunos e funcionários e depois se mataram.

A merendeira disse que os funcionários fizeram barricada com geladeira e freezer. Mesa foi usada como escudo.

“Nós estávamos servindo merenda e aí começou os 'pipoco' e as crianças entraram em pânico. Abrimos a cozinha em começamos a colocar o maior número de crianças dentro e fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão", conta chorando. "Foi muito desesperador, porque foi muito tiro, muito tiro mesmo e era muito pânico".

Silmara ainda diz que os assassinos pareciam andar por todo lado. "Parecia que procuravam alguém. Iam para lá e para cá atirando muito. Nós não vimos nada. A gente abaixou e ficou escutando o movimento. Isso durou te 10 a 15 minutos mais ou menos", diz.

A merendeira diz que quando já tinha cerca de 50 alunos na cozinha foi preciso trancar a porta. "Porque eles estavam próximos e a cozinha é rodeada de janela. A gente deitou no chão e nós não vimos nada com medo que atirassem. Mas graças a Deus nada aconteceu com quem não estava lá. Eu arrastei a geladeira e o freezer para fazer uma barricada e ficamos atrás. A mesa viramos e fizemos um escudo para proteger as crianças. Ficamos acuados em um canto só, se acontecesse alguma coisa ele ia pegar muita gente", conta.


Fonte: G1

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